Um flanelinha de 44 anos, residente no Jardim Aeroporto III, foi internado na noite de sábado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa, após ser brutalmente espancado. A tentativa de homicídio ocorreu na rua Irene Rodrigues Pereira, no Jardim Santa Bárbara. Tijolos, telhas e pedaços de madeira foram usados na agressão. Moradores das imediações de onde ocorreu a tentativa de homicídio disseram não saber nada sobre o crime. Os poucos que se propuseram a dar informações afirmaram que foram pelo menos dez agressores, todos “desconhecidos” e que acusavam a vítima de ser o “Jack Estuprador” - alusão a “Jack o Estripador”, apelido de um assassino em série que agiu em Londres no final do século XIX.
A vítima, que segundo a família trabalha no período da noite como flanelinha e é usuário de drogas e bebida alcoólica, estava a caminho da casa do irmão, um operador de empilhadeira de 34 anos, quando ocorreu o ataque. “Eu fui avisado por vizinhos que meu irmão havia sido agredido por várias pessoas e estaria caído na rua, sangrando muito”, revelou o operador em seu depoimento ao escrivão Rogério Primo, no Plantão Policial.
Policiais militares foram acionados pela família do flanelinha e se depararam com a vítima inconsciente, com vários ferimentos pelo corpo e um corte profundo na cabeça, além de pedaços de telhas, tijolos e madeiras perto de seu corpo. O fato de o flanelinha estar trajando apenas cueca e camiseta também chamou a atenção dos PMs da 1ª Companhia.
Uma equipe do Samu esteve no local, prestou os primeiros-socorros e encaminhou a vítima até a Santa Casa. Após os procedimentos iniciais, os médicos plantonistas constataram que seria necessário internar o ferido no CTI.
A PM tentou apurar o que teria motivado a agressão e quem seriam os envolvidos, mas os vizinhos preferiram manter o silêncio. A polícia só soube que seriam vários os envolvidos no crime. “Nenhum nome foi citado. Infelizmente, a lei do silêncio falou mais alto neste momento, mas a polícia deve obter todas as informações para chegar aos autores”, disse o escrivão Rogério Primo.
A tentativa de homicídio está sob investigação do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
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