Donos de bancas de pespontos de Franca ouvidos pela reportagem disseram que a falta de garantia sobre a estabilidade do trabalho é o maior problema do setor. Eles relataram a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. “As pessoas estão preferindo outras áreas, não querem mais o pesponto”, disse Cristina Souza Pires, que tem uma banca no Jardim Portinari junto com o marido.
Segundo ela, se não bastasse a falta de candidatos, mantê-los também é difícil. Cristina acredita que o problema ocorre porque não há um contrato de garantia entre fábrica e banca. “Como vou manter um funcionário se o mês da frente é incerto? Precisamos ter uma programação melhor.”
José Antônio Silva Costa também é dono de banca e tem as mesmas reivindicações. Ele diz ser oneroso e arriscado manter a banca legalizada sem ter uma estabilidade de serviço. “A gente não pode ficar parado e, muitas vezes, os pedidos param sem aviso.” Costa trabalha com banca há 20 anos e fornece emprego para seis pessoas, todas parentes. “Trabalho em família para evitar problemas”, afirmou.
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