Cadeia para anormais


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O Comércio tem publicado, infelizmente cada vez com frequência maior, casos de violência sexual contra crianças. O mais recente foi um homem de 43 anos de idade preso na vizinha cidade de São Joaquim da Barra depois de confirmar que havia feito sexo com uma menina de apenas dez anos, com a anuência dela. É bom lembrar que qualquer ato libidinoso ou de ordem sexual com menores de 16 anos de idade configura estupro de vulnerável. Antes disso, nesta mesma semana, houve o caso do pai acusado de abusar da própria filha de 4 anos.

O ato, se comprovado, coloca em primeiro plano o principal dado de estudos envolvendo este tipo de crime: grande parte deles acontece dentro da casa da vítima, normalmente envolvendo alguém da família, de sua confiança, o qual deveria proporcionar segurança para o seu desenvolvimento. Em muitos casos é o próprio pai/padrasto, tio e até mesmo o avô das crianças - assim como padrinho ou vizinho, entre outros, ou seja, os que tem normalmente acesso tranquilo à criança, à sua rotina e, normalmente, a confiança da família e da própria criança. É uma face bastante perversa da sociedade atual, mas engana-se quem imagina que o número de ocorrências tenha aumentado. De acordo com pesquisas recentes, as denúncias é que tiveram um crescimento. Décadas atrás, muitas vezes a própria família procurava evitar apontar os abusos e os abusadores. Ainda hoje vivenciamos este tipo de atitude, normalmente com a mãe tentando proteger o estuprador, o que torna tudo ainda mais tráfico para a vítima, obviamente.

A Delegacia de Defesa da Mulher, que investiga os estupros em Franca, registrou pelo menos 80 ocorrências no ano passado, numa média impressionante: mais do que um caso e meio por semana. Quando se fala em estupro, principalmente envolvendo menores de idade, o sentimento é de raiva e revolta contra estas bestas humanas que submetem vítimas inocentes e incapazes de se defender e entender o que está acontecendo. O ato em si é condenável e não tem justificativas, seja qual for a idade da vítima. Para se ter uma ideia, estupradores aprisionados são segregados do convívio com os demais presidiários, caso contrário são normalmente espancados e/ou abusados pelos demais presos, que os consideram membros de uma escória que não merece chances de viver. Esse tipo de atitude partindo de assaltantes e assassinos que não mostram remorsos diante de seus crimes, expõe bem a bestialidade do ato em si.

Antes de ser uma doença, a pedofilia é a manifestação mais baixa dos instintos primitivos. O estuprador merece cadeia — com uma pena bastante longa — para que pague exemplarmente pela ignomínia que cometeu. Ninguém é obrigado a conviver com seres covardes e amorais que se aproveitam de crianças para satisfazer seus instintos bestiais. Então, colocá-los fora do convívio com a sociedade é, dentro do que nossas leis permite, uma maneira de evitar que continuem repetindo suas práticas odiosas e que causam revolta em qualquer ser humano normal.

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