Caixa de leite condensado na cadeia tinha celular como recheio


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Histórias de familiares, amigos e cônjuges de presos que tentam burlar a vigilância de cadeias e penitenciárias para introduzir drogas, produtos ilícitos e até armas são comuns. Ontem, na Cadeia Feminina do Jardim Guanabara, uma jovem de 21 anos tentou passar um celular com duas baterias e um chip escondidos no interior de uma caixa de leite condensado, mas não conseguiu.

As sextas-feiras são destinadas às visitas e entregas de alimentos, roupas e produtos de higiene pessoal às presas. Uma sapateira de 21 anos, residente no Jardim Centenário, estava na unidade francana ontem para visitar uma parente. Na revista realizada na entrada, carcereiros abriram uma caixa de leite condensado que estava em uma sacola e localizaram um aparelho celular rosa, baterias e chip. A caixa “recheada” deveria ser entregue a uma detenta de 20 anos, do Jardim Aeroporto II. A jovem sapateira alegou que não sabia da existência do aparelho e disse que estava atendendo ao pedido de um parente da presa.

A visitante foi conduzida ao 2º Distrito Policial e indiciada com base no artigo 349 do Código Penal Brasileiro. A lei tornou crime o ingresso de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar em estabelecimento prisional. A pena, em caso de condenação, pode chegar a um ano. O porte de celular na cadeia também é crime e pode deixar o preso em isolamento, além de se tornar condição agravante em caso de direito a benefício de progressão da pena.

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