Com o objetivo de conhecer melhor a realidade da região Oeste da cidade, a Prefeitura de Franca pretende concluir até julho um estudo social das famílias carentes do entorno do córrego Engenho Queimado. O censo está sendo encomendado pela Secretaria Municipal de Ação Social e dará base para elaboração de políticas públicas. A previsão é que as visitas comecem em maio, logo após o processo licitatório de escolha da empresa responsável pelo serviço. A entrega dos envelopes e abertura das propostas está marcada para o próximo dia 23.
O levantamento será feito de casa em casa em seis bairros da região e deverá identificar e cadastrar todas aquelas famílias com perfil para o cadastro único do Governo Federal, ou seja, com renda até três salários mínimos. Outro ponto do trabalho será a identificação de moradias precárias, que exijam melhorias.
Segundo a secretária de Ação Social, Gislaine Peres, o estudo é necessário pois trata-se da região da cidade que mais tem crescido. “A região está em expansão, tem vários loteamentos novos e nós precisamos pensar em políticas públicas para aquela população. Para isso, é necessário identificar as demandas.”
Gislaine diz que após concluído, o estudo ajudará a subsidiar projetos de melhoria para município. Entre eles, está o de revitalização do Engenho Queimado com construção de um parque e canalização do córrego que passa pelo local (leia texto nesta página).
A secretária explicou ainda que já elaborou um pré-questionário para ser aplicado, mas a empresa contratada poderá aperfeiçoar o levantamento. “Queremos, por meio de um estudo aprofundado, saber a realidade daquela região e quais as prioridades da população.”
Das questões que serão pesquisadas estão renda, emprego, total de crianças, adolescentes, idosos e deficientes, além de informações sobre quais equipamentos a família gostaria de ver instalados no bairro. “Precisamos saber se todas as famílias com perfil estão no cadastro único e, se elas estiverem dispostas, verificar a questão de moradia.”
Conforme prevê o edital, todo o levantamento deverá estar concluído num prazo de 60 dias, sendo entregue inclusive tabulado e com gráficos. “É um trabalho sério, que contamos com o apoio da população para realizá-lo. Esse levantamento nos ajudará a fazer a gestão das politicas para atender os anseios daquela parcela da população”, disse a secretária de Ação Social do município, Gislaine Peres.
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