Plantio e produção de café disparam na região de Franca


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Café da fazenda Rockfort: proprietário Antônio Humberto Coelho acredita que café está bem posicionado dentro e fora do Brasil
Café da fazenda Rockfort: proprietário Antônio Humberto Coelho acredita que café está bem posicionado dentro e fora do Brasil

Amanhã, 14 de abril, é o Dia Internacional do Café. E, para os cafeicultores, há motivos para comemorar. Segundo dados do IEA (Instituto de Economia Agrícola), a área de produção da commodity no município de Franca disparou de 3.754 hectares em 2001 (dado mais antigo disponível) para 6.540 em 2012 - aumento de 74%. Já a produção foi de 140 mil sacas em 2002 para 215.820 em 2012 - crescimento de 54%. Os dados de 2002 foram comparados com os de 2012 e não com os de 2001, porque a produção do café é bianual (um ano a produção é alta, em outro, escassa).

Mas a expansão do café não se refere apenas a Franca, e sim, a toda à região. Ainda segundo o IEA, o escritório de desenvolvimento rural de Franca (que inclui mais 12 outras municípios) também viu a sua área de produção de café aumentar 67% entre 2001 e 2012, passando de 31.106 para 52.104 hectares. Do mesmo modo, a produção cafeeira subiu 42%, com 1,19 milhão de sacas em 2002 e 1,7 milhão em 2012.

O presidente da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), João Toledo, confirma o bom momento da cultura cafeeira. “Começou a haver uma valorização do produto desde a década passada. Principalmente na nossa região, por ter uma aptidão nata para a cafeicultura, houve um aumento da área na produção. Concomitantemente, aconteceu uma melhoria nos tratos culturais (práticas que possibilitam a produção máxima de uma lavoura), com o aperfeiçoamento de técnicas, como o controle de mato e de adubação.”

Toledo acrescenta que o consumo interno acompanha a expansão da cultura. “Ele aumenta a passos largos. Hoje, somos o segundo maior consumidor de café no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Isso foi possível por oferecermos um café de melhor qualidade, que não existia antes. Além disso, o poder aquisitivo do brasileiro melhorou.”

Os dados da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) confirmam a declaração de Toledo. Em 2012, o consumo interno foi de 20,33 milhões de sacas, e, em 2011, de 19,72 milhões de sacas. De um ano para outro, o aumento foi de 3,09%.

VIÁVEL
Antônio Coelho possui 20 mil pés de café em sua fazenda, em Franca. Ele acredita no bom posicionamento do produto nos mercados interno e externo. “O Brasil é um grande consumidor de café, e nosso mercado é firme. Temos uma posição consolidada no mercado externo. O preço não é o que gostaríamos, mas o café é economicamente viável.”

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