Privar alguém de sua liberdade é crime punível com reclusão de até três anos. Se a vítima é o cônjuge, a pena pode chegar a cinco anos em caso de condenação. O mecânico GLN, 38, do Parque Progresso, pode ser incluído neste caso por ter mantido a mulher, balconista CR, 33, em cárcere privado entre a noite de sábado e a manhã de domingo. Ela só foi libertada depois de enviar mensagem via celular a uma amiga informando a sua condição de prisioneira dentro da própria residência. O acusado foi preso em flagrante.
A polícia apurou, com base no depoimento da vítima, que na noite de sábado, após discussão, o mecânico a teria agredido e ameaçado de morte com uma faca. Ele trancou a residência, desligou o telefone fixo e pegou os celulares, evitando que a balconista tivesse contato com o mundo externo e comunicasse as agressões.
No domingo, por volta das 9h30, após um descuido do mecânico, a mulher conseguiu pegar seu celular e mandar uma mensagem para uma amiga. O SMS dizia “me chama a polícia, o Gustavo me bateu e não me deixa sair. Não me liga”. O cabo Magela e o soldado Silvério estiveram no imóvel, onde, pela fresta do portão, sussurrando, a balconista relatou seu drama. Orientada pelos PMs, a mulher entrou e disse ao marido que tinham pessoas lhe chamando. Ao abrir o portão, o acusado foi surpreendido pelos policiais militares.
Conduzido ao Plantão Policial, GLN foi autuado em flagrante por cárcere privado pelo delegado João Walter Tostes Garcia. Em decorrência, acabou recolhido à cadeia do Jardim Guanabara.
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