A Prefeitura vai abrir os cofres para dar um resposta à população e tentar reduzir quase a zero a fila de espera por uma cirurgia eletiva. Para isto, investirá R$ 3 milhões na compra de procedimentos em clínicas particulares e em hospitais fora de Franca. Os recursos vão permitir que sejam feitas 750 operações por mês além das 420 que ocorrem por meio de acordo com o governo do Estado. Como a Santa Casa não tem capacidade operacional de suprir a demanda, o município vai firmar convênio com as Santas Casas de Patrocínio Paulista, Ituverava e São Joaquim da Barra.
A extensa fila por uma cirurgia eletiva em Franca foi um dos temas mais explorados pelos candidatos de oposição durante a campanha eleitoral do ano passado. De acordo com dados do município, em torno de nove mil pessoas estão na espera. A maior demanda -40% - é pela operação de catarata. A meta da Prefeitura é ambiciosa. “Entendemos a necessidade da população que precisa deste tipo de cirurgia e vamos atacar o problema. A ideia é que a gente reduza a fila de 80% a 90”, comentou o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).
O primeiro passo será obter o aval da Câmara. Na sessão da próxima terça-feira, os vereadores vão votar o projeto que autoriza o município a aplicar os R$ 3 milhões na compra das cirurgias. Vencida esta etapa, será feito o credenciamento dos prestadores de serviço. “Precisamos de local com capacidade operacional para dar conta da demanda. Considerando a situação atual, a Santa Casa não consegue fazer além do que já vem executando. Vamos fazer um mutirão com recursos próprios para reduzir a fila”, disse a secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini.
A força tarefa do município visa atender pacientes nas áreas de oftalmologia, urológica, vascular, ginecologia, otorrino e cirurgia geral, entre outras especialidades. “O critério de chamadas será a ordem cronológica, mas temos que considerar vários fatores relevantes, como a idade do paciente e infecções recorrentes”, disse Rosane.
Um contato prévio foi mantido com os hospitais que vão prestar serviço para a Prefeitura. Aprovada a lei, os contratos serão assinados. Em seguida, os pacientes começam a ser chamados. “Esperamos iniciar os processos em 15 dias após a assinatura. Nossa equipe entrará em contato para fazer a busca ativa dos pacientes e passar as orientações referentes ao agendamento de consultas e exames”, concluiu a secretária de Saúde, Rosane.
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