Traficantes dominam pracinha


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Lata para fumar crack jogada sob pontilhão da Cândido Portinari
Lata para fumar crack jogada sob pontilhão da Cândido Portinari

Outro ponto de Franca onde há conflito entre a população e os usuários de drogas é uma praça na avenida Eliza Verzola Gosuen, no Jardim Ângela Rosa. Os comerciantes e moradores dizem que não há um horário habitual para que o local seja “sitiado”. “Ali ficam muitos usuários de drogas, ‘pingaiadas’, que chegam na pracinha de manhã e ficam até de madrugada fumando drogas. O cheiro vem todo para cá. Quando chove eu fecho mais cedo porque senão eles querem se esconder aqui”, disse Fabíola Souza, que mora e trabalha no bairro. “De madrugada é uma correria, barulheira, briga e eles ainda quebram coisas. Houve uma vez em que uma mulher comprou a droga, passou o dinheiro para não sei quem e não entregaram o que ela pediu. Então ela esmurrava a porta do meu estabelecimento. Ligamos para a polícia e eles disseram que já havia cinco ligações dos vizinhos. Quarenta minutos depois, alguém, que acredito ser a polícia, levou a mulher daqui. Mas ela ficou muito tempo esmurrando a porta aqui.”

Mesmo quando os usuários não incomodam diretamente, os moradores acabam privados da utilização do espaço público, como disse o atendente Willian Parreira. “Moro por aqui há 19 anos. Tem sim pessoas que ficam na pracinha para usar drogas, dormir, passar a noite. E não é só drogas; a gente encontra muitos vidros de bebidas por lá. Nunca tive problemas com eles, mas não há mais como as crianças brincarem na pracinha; já não é mais um lugar de lazer.”

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