Acolhidos confessam que são usuários de crack


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Em salão do Bagres, foi montada uma verdadeira cozinha, com panelas e alimentos ainda frescos, como chuchus e ovos
Em salão do Bagres, foi montada uma verdadeira cozinha, com panelas e alimentos ainda frescos, como chuchus e ovos

Os jovens FMM, 19, natural de Cássia (MG), e FLFR, 24, morador no Jardim Aeroporto, ganharam chance de recomeçar a vida na manhã de ontem. Os dois estavam dormindo em um dos vestiários do Clube dos Bagres, em colchões que estavam no chão.

O mineiro veio para a casa de familiares no Jardim Brasilândia, mas acabou nas ruas há nove meses. Entrou no clube para dormir ontem, pela primeira vez. Reclamou de fome, agradeceu a ajuda e disse querer parar de usar drogas. “Eles [familiares] me chamam para voltar para casa, mas eu não queria voltar. Agora me deu vontade de voltar”, disse. Ainda ontem, embarcou para Cássia.

Já o francano era servente de pedreiro, mas deixou sua casa por causa do vício. Disse fazer “uns meses” que está dormindo no clube. Conseguia comer graças a doações. “A gente pedia para os outros. Fazíamos um fogãozinho de lenha, fogo no chão mesmo”, contou. “Eu já cheguei a roubar. Só invadi. Peguei aparelho de som, essas coisas. Fiz duas vezes só. Mas me arrependi”, completou. Ele, que já esteve internado uma semana, disse querer voltar para casa.

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