''Um gosto de amora
comida com sol.
A vida chamava-se agora.''
Guilherme de Almeida.
De onde vêm esse hálito quente
essa brisa inebriante, esse cheiro bom de mata
De onde surgem essa luz fluorescente
essa miragem incessante?
De onde jorram essas palavras saltitantes,
essas gargalhadas toantes?
Aonde vai essa dança bonita do vento,
das folhas , das flores e dos pensamentos?
E esse odor de infância, cheiro adocicado
de goiabas no tacho de cobre , melado no engenho?
Onde mora a fadinha que roubou meus dentes de leite?
e a mãe preta que trançava meus cabelos cor da noite?
Onde se escondem as bruxas que atropelavam
meus sonhos enchendo-me de medo?
Onde se escondeu o colo aveludado de mãe?
Onde estão guardadas as histórias das meninas
segredando sonhos?
Ah que cheiro de leite fresco tirado das mãos paternas
espumando na canequinha de massa Elefante...
Cabe no poema tudo isso?
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