Mais de cinco meses após um espancamento que resultou na morte de um homem na Vila Nossa Senhora de Fátima, a Polícia Civil conseguiu identificar a vítima. Trata-se de Vainer Celestino da Costa, 32, natural de Ribeirão Corrente. A identificação foi feita através das impressões digitais. O laudo, que chegou ontem à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, foi emitido pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt.
Do grupo que agrediu e provocou a morte de Costa, dois já foram indiciados por lesão corporal seguida de morte. Um terceiro suspeito foi interrogado, mas não estaria no local da agressão. Outros suspeitos estão sendo investigados. “Ele (Costa) era morador de rua, usuário de drogas e ficava perambulando pela Vila Santa Luzia. Além disso, praticava pequenos furtos em bairros da zona Oeste para manter o vício. Com a identificação, esperamos encontrar a família dele”, afirmou o investigador Luciano Tavares, que ao lado do também investigador Paulo Rodrigues, faz parte do Setor de Homicídios da DIG, comandada pelo delegado Márcio Murari,
A vítima foi agredida por, no mínimo, segundo a polícia, cinco pessoas na noite de 24 de outubro, na Rua José Diniz Moreira. A agressão só cessou após o homem perder os sentidos. Socorrido pelos Bombeiros, o, até então, desconhecido, foi internado no Centro de Terapia Intensiva da Santa Casa, onde não resistiu aos ferimentos e morreu três dias depois.
A DIG entrou no caso e descobriu que Costa foi agredido após tentar furtar uma bateria que estava no interior do Fusca do funileiro JRB, 40, da Vila Santa Luzia. “O dono do Fusca disse que tentou segurar o autor da suposta tentativa de furto, mas este teria lhe ameaçado com uma faca. Ele (Costa) saiu correndo e o funileiro gritou ‘pega ladrão’, o que chamou a atenção”, disse Tavares.
Costa, segundo apurou a DIG, foi perseguido, alcançado e agredido com socos, pontapés e pedradas. Dos agressores, a polícia identificou um funileiro de 19 anos, da Vila Santa Maria, e um comerciante de 22, da Vila Nova, proprietário de um lava jato, que estaria em um carro e teria dado fuga a parte do grupo após os fatos.
JOGO DE EMPURRA
O proprietário do Fusca de onde Costa teria tentado furtar a bateria, foi o primeiro a ser interrogado. Ele contou que várias pessoas teriam seguido o rapaz e que não o fez em razão de um compromisso inadiável naquela noite.
O funileiro e o comerciante confirmaram que o dono do veículo não perseguiu a vítima. Eles afirmaram que foram atrás de Costa e apenas presenciaram o espancamento. A dupla alegou não conhecer os envolvidos. “Cada um disse que não participou, mas viu o outro agredindo. Os dois foram indiciados e procuramos os outros”, lembrou Tavares.
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