Na tarde do dia 17 de março, um homem caminhava pela Rodovia Nelson Nogueira. Ao passar próximo a uma motel, sentiu um forte cheiro. Ao se aproximar de um milharal, notou um corpo em decomposição e avisou a polícia. Ainda não se sabe a identificação da vítima, morta com dois tiros no tórax e pancadas na cabeça, mas o autor está preso.
Com a frieza característica dos psicopatas assassinos, Eloides de Oliveira Santos, o Loide, matou o viciado que era seu freguês, conhecido como Magrão. O motivo, segundo ele, foi o furto de uma quantidade de drogas. “Ele (Loide) falou que estava traficando na Vila São Sebastião e que este Magrão era cliente, mas acabou furtando parte de suas drogas. Depois, ele resolveu se vingar”, destacou o delegado Márcio Murari.
Em seu depoimento, Loide disse que ficou “desbaratinado” depois que teve cerca de 800 gramas de crack furtadas. Ele não se lembra da data, mas teria sido durante o carnaval. Informações apontavam que Magrão teria praticado o furto.
Loide relatou que durante dias planejou a morte do cliente. Ele furtou um Fiat Uno, branco, no Centro, e só andava com o carro durante a madrugada para tentar localizar seu desafeto. No dia 6 ou 7 de março (ele não se lembra), encontrou Magrão nos fundos da “Tião”, onde o alvejou com um tiro de garrucha, calibre 38, no tórax. Depois, colocou a vítima no interior do Uno e atirou pela segunda vez, antes de seguir para o local da desova. “Eu joguei o corpo ali (milharal) e notei que ele ainda respirava. Então dei várias coronhadas na cabeça dele”, revelou Loide. Foi assim que arrancou a orelha direita da vítima.
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