A família do ex-funcionário público da Prefeitura de Itirapuã, Antônio Luís da Silva, tenta há dois anos receber o seguro de vida que ele pagou durante cinco anos. O valor de R$ 22 era descontado direto na folha de pagamento e repassado pela Prefeitura para a corretora Pater Clube, de Ribeirão Preto, e em seguida para a seguradora American Life, de São Paulo. Depois da morte de Silva, em maio de 2011, a família procurou a Prefeitura na tentativa de receber o seguro pago por ele, mas não conseguiu. Diante desse obstáculo, os filhos procuraram um advogado que ingressou na Justiça pedindo R$ 79,5 mil (seguro de vida, despesas médicas e de internação, auxílio funerário e danos morais).
A comerciante Cláudia Aparecida da Silva, 42, filha de Antônio, afirma que o pai teve o seguro descontado até as vésperas da morte, mas a informação que obteve quando tentou receber o seguro foi de que o dinheiro deixou de ser repassado para a seguradora em 2009. “Mas acontece que o desconto está registrado no holerite até o mês anterior ao falecimento do meu pai. Não sabemos se a Prefeitura deixou de fazer o repasse ou foi a corretora. Ninguém informa.”
Além disso, a família não conseguiu encontrar nenhum representante da corretora. “Ela não está localizada no endereço que consta da documentação. A informação que temos é de que ela faliu. Não sabemos quem ficou com o dinheiro, mas o desconto foi feito”, disse Cláudia.
Sem conseguir receber, a família contratou o advogado Adauto Casa Nova, que ingressou na Justiça com uma ação de cobrança de seguro de vida e reparação civil, materiais e morais. Procurado para falar sobre o caso, confirmou todas as informações passadas pela família, mas preferiu não se pronunciar oficialmente neste momento para, segundo ele, não atrapalhar o andamento da ação.
O advogado da Prefeitura de Itirapuã, Washington Karan, disse que está acompanhando o caso. “Como a família ingressou na Justiça, temos que aguardar a sentença do juiz. Os descontos foram feitos na administração anterior, mas se o juiz determinar que seja feito o pagamento, terá que ser feito”, disse Karan, informando que seis pessoas efetuavam o pagamento do seguro de vida, mas apenas a família de Antônio Luís da Silva ingressou com o pedido. “Os descontos não são mais efetuados. Deveremos procurar outra empresa.”
A reportagem tentou entrar em contato com a Pater Clube, mas ninguém foi localizado no telefone que consta no endereço da empresa. Já a seguradora American Life informou que o contrato do ex-servidor público foi firmado entre 1º de outubro de 2006 e 30 de junho de 2009 e, como não foi renovado, não tem como efetuar o pagamento.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.