Hemocentro cadastra doadores


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Qualquer pessoa saudável - que não seja portador de câncer ou doenças infecciosas - com idade entre 18 e 55 anos pode fazer o cadastro/tipagem no banco de medulas, desde que, no dia do procedimento, não esteja em jejum. Basta apresentar um documento oficial com foto e o cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). No Hemocentro, é possível doar sangue e realizar a tipagem para doação de medula óssea no mesmo dia.

Na ocasião, são retirados 5 mililitros de sangue, que são enviados para o Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), no Rio de Janeiro. No registro, os dados serão cruzados com os de pacientes que aguardam um transplante, e, em caso de compatibilidade, o doador é imediatamente enviado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Todos os gastos referentes ao transplante são pagos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Existem dois tipos de procedimento para recolher a medula óssea. No mais tradicional, a medula é tirada da cavidade do osso do quadril. É necessário que o doador receba uma anestesia geral ou local. A escolha do médico pode variar de acordo com estado de saúde do doador. Isso dura apenas 40 minutos.

Por punção de veia periférica, o doador recebe um medicamento que estimula a produção de células progenitoras, que migram da medula óssea para as veias, e são retiradas através da filtração do sangue - procedimento que dura, em média, quatro horas. O processo não causa danos ao organismo, já que, dentro de algumas semanas, o organismo repõe a medula do doador.

A maior probabilidade de encontrar um doador é entre irmãos, onde a chance de compatibilidade é de 25%. O pai e a mãe do paciente não podem ser doadores, pois cada um transfere metade de sua herança genética para os filhos. A chance de encontrar um doador compatível fora da família é de uma para cem mil.

Mais informações podem ser obtidas no Hemocentro, na av. Hélio Palermo, 4.181, fone (16) 3402-5000. E no site do Inca (Instituto Nacional de Câncer): www2.inca.gov.br.

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