Qualidade do ensino fundamental piora na rede estadual de Franca


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A qualidade do ensino fundamental caiu nas escolas estaduais de Franca, de acordo com o Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), divulgado semana passada pela Secretaria Estadual de Educação. As notas médias dos alunos dos 5º e 9º anos diminuíram no ano passado em relação a 2011.

Há dois anos, o Idesp do 5º ano no município foi de 5,71 e caiu para 5,63 no ano passado. As notas do 9º ano passaram de 2,94 para 2,88. Por outro lado, o ensino médio apresentou aumento de 2,05 em 2011 para 2,24 no ano passado.

O Idesp serve para apontar a qualidade do ensino fundamental e do ensino médio de escolas estaduais, e, para isso, faz uso de dois critérios: o desempenho dos alunos nos exames do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e o fluxo escolar (indicadores de aprovação, reprovação e abandono).

O índice ainda estipula metas para cada escola de acordo com suas realidades, que devem ser alcançadas ano a ano e servem de base para o cálculo de pagamento de bônus a professores e funcionários. As equipes das unidades de ensino que superam suas metas podem receber até 2,9 salários extras.

A intenção do Estado é que, até 2030, todas as escolas alcancem as notas 7 no 5º ano; 6 no 9º ano; e 5 no ensino médio.

AS ESCOLAS
A maioria das escolas estaduais de Franca apresentaram um pequeno aumento no Idesp 2012 em relação ao ano anterior. Mas esta evolução não foi suficiente para neutralizar a queda acentuada no índice da minoria, o que fez cair a média da nota do município.

Apesar da queda geral, as escolas que obtiveram os melhores índices comemoram os resultados. A EE “Adalgisa de São José Gualtieri” lidera o ranking 2012 do 5º ano, com Idesp 7,46. No nono ano, a EE “João Marciano de Almeida” e a EE “Mário D’Elia” dividem o primeiro lugar com a nota de 3,73.

A melhor nota do ensino médio foi também da “Mário D’Elia”, com 3,28. Apesar da liderança, a própria escola havia pontuado mais em 2011: 3,38. Além disso, a unidade não conseguiu atingir a meta estipulada pelo Estado para o ano passado, que era de 3,56.

A vice-diretora da escola, Suely Cangane Garcia, culpa reprovações de alunos no final de cada ciclo pela queda na nota. Mas destaca que a “Mário D’Elia” “tem um outro perfil”. “A nossa equipe e os nossos alunos são muito comprometidos.”

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