Deficientes visuais sofrem com falta de sinalização adequada


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Deficiente visual cruza a rua Minas Gerais próximo ao cruzamento com a Santa Catarina. Única sinalização existente no local é uma placa, mas associação pede semáforo
Deficiente visual cruza a rua Minas Gerais próximo ao cruzamento com a Santa Catarina. Única sinalização existente no local é uma placa, mas associação pede semáforo

Cerca de 80 pessoas com deficiência visual participam das atividades oferecidas pela Sfitc (Sociedade Francana de Instrução e Trabalho para Cegos), localizada na rua Santa Catarina, no bairro Vila Aparecida. No local, eles realizam diversas oficinas, praticam esportes, fazem cursos e recebem orientação, tudo para “mostrar ao deficiente que a vida continua e que ele ainda pode ser o protagonista de sua história”, como definiu Edna Doca Lopes, presidente da entidade. Porém, a árdua tarefa de encarar as ruas sem a visão é ainda mais complicada nas proximidades da entidade, pois a falta de sinalização e a inexistência de semáforos adequados trazem inúmeros riscos aos frequentadores.

A principal queixa da Sfitc é relacionada aos abusos cometidos pelos motoristas que passam pelas ruas Santa Catarina, São Paulo e na Av. Brasil. De acordo com os entrevistados, a falta de sinalização instiga os motoristas a abusarem do acelerador. “Quando eu enxergava já sofria para passar por ali, agora (sem visão) é quase impossível”, disse Wellington Antônio de Oliveira, um dos frequentadores da entidade. “Há cerca de 2 ou 3 anos existiam sinaleiros sonoros na região e eles nos ajudavam muito, mas eles não funcionam mais e, apesar de diversos pedidos, ninguém veio para arrumá-los”, explicou Daniele Cristina da Silva, que também é auxiliada pela Sociedade. “Fala-se tanto em inclusão. E quanto à instrução?”, perguntou Daniele. Os semáforos sonoros, como o próprio nome diz, emitem um som especifico quando o sinal está verde para os pedestres e fica em silêncio quando está vermelho.

A presidente da Sfitc, disse que eles realizam o pedido periodicamente, mas nada foi feito. “Ano passado, o Tenente Buranelli (Sérgio Buranelli, secretario de Segurança e Cidadania) veio aqui e nós contamos tudo. Ele disse que faria o possível e ainda estamos esperando essa intervenção”, disse Doca Lopes. “Eles só irão mudar isso quando acontecer uma desgraça aqui”, esbravejou Nélio de Andrade Camargo, também portador de necessidades especiais.

ESTUDOS
Buranelli argumentou que pretende fazer alterações naquela área. “Mudanças desse tipo precisam de estudos para elaborar um projeto e abrir licitação para solucionar os problemas”, disse. “Temos uma ordem do prefeito (Alexandre Ferreira) para trabalhar naquela região. Nós faremos um estudo em toda aquela área para sabermos o que pode ser feito para melhorar”, encerrou Buranelli, que não estimou prazos para o início ou finalização dos referidos estudos ou ações.

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