Cada imóvel francano ficou, em média, 6,33 horas sem energia elétrica no ano passado por causa de falhas ou desligamentos no fornecimento, e teve 4,46 quedas de energia. A informação é baseada nos dados fornecidos pela CPFL Paulista registrados nas quatro subestações existentes no município. Franca tinha, até o último dezembro, 137.704 unidades consumidoras, que abrangem casas, comércios e indústrias que possuem relógio medidor próprio.
A empresa não forneceu dados dos anos anteriores. A região mais afetada na cidade foi a da subestação Franca 1, próxima ao Cemitério Santo Agostinho, que abastece o Bairro Cidade Nova e a Vila Santa Terezinha, entre outros. A média foi de 6,77 horas no escuro e 4,55 quedas em 2012.
O número está abaixo da média brasileira, segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que é de 18,65 horas sem energia elétrica em todo o ano passado; e 11,10 quedas. Está também abaixo do índice máximo recomendado pela empresa reguladora, que é de 8,26 horas. Em caso de descumprimento, a empresa pode ser punida (leia texto nesta página).
Apesar dos números abaixo da média, para os moradores de Franca que sentiram na pele e sofreram com a escuridão, a sensação é que ficaram muito mais tempo com as luzes apagadas, eletrodomésticos desligados e chuveiros sem esquentar a água. O casal de comerciantes Valdeci Diniz dos Santos, 50, e Janice Oliveira Alves, 39, donos de uma panificadora na Santa Terezinha, por exemplo, fez um estoque de velas por terem ficado várias vezes com a energia interrompida. “Deve ter dado uns dois dias no ano todo. É muita coisa mesmo. Perdemos vários produtos, sorvetes, bolos, pão que estava pronto para ser assado, além de frios”, disse Valdeci.
CPFL PAULISTA
A média de interrupção nos 234 municípios - incluindo Franca - que recebem energia da CPFL Paulista foi de 7,48 horas e 5,37 falhas por domicílio em 2012. O levantamento foi feito pela Aneel e está disponível no site oficial do órgão.
Segundo a assessoria de imprensa da empresa, cerca de dois terços do tempo em que o cliente ficou sem energia correspondem a interrupções emergenciais, provocadas por fatores externos, como tempestades, colisões de veículos contra postes e objetos que atingem a rede, como pipas, balões e galhos de árvores. Queimadas e furtos de cabos são outros fatores apontados.
O outro terço corresponde a desligamentos programados, informados previamente aos clientes, e organizados para que a empresa possa executar obras de melhoria na rede elétrica.
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