Pedreiro mata servente por causa de aluguel atrasado no Moreira Jr.


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O servente de pedreiro Ailton de Araújo Moreira, 50, que residia na Rua Abílio Latuf, no Residencial Moreira Júnior, morreu na madrugada da última sexta-feira, na Santa Casa de Franca, após ser ferido com golpes de canivete no pescoço. O autor do homicídio foi o pedreiro Sergio Balsanuf Pires, 37, vizinho da vítima. Ele confessou o crime, foi autuado em flagrante e recolhido à cadeia do Jardim Guanabara onde aguarda vaga no CDP de Franca. Moreira foi morto após discussão originada no fato de estar com o pagamento do aluguel atrasado.

A doméstica Ronilda Fátima Ferreira, 58, mãe do pedreiro, construiu dois cômodos na frente da sua residência e alugou para o servente. Como ele pagou somente o primeiro aluguel e estaria inadimplente, a mulher pediu que o filho fosse falar com Moreira para que deixasse o imóvel. A própria Ronilda declarou que o filho saiu e se deparou com o servente deitado defronte à moradia, desacordado em razão dos efeitos de bebida alcoólica. Sem dizer nada, Pires se aproximou da vítima, passou a chutá-la com violência e a pisar em sua cabeça. Moreira tentou se levantar. Ele sacou um canivete e cortou o pescoço da vítima.

Populares e vizinhos presenciaram o crime ocorrido por volta das 21 horas de quinta-feira e cercaram o autor para evitar sua fuga. O ferido chegou a caminhar por cerca de 20 metros, mas devido ao corte da jugular, perdeu muito sangue e, pouco depois, os sentidos. Os policiais militares cabo Claudinei e soldado Augusto chegarem ao local minutos após o ocorrido e prenderam Pires. A vítima foi socorrida por uma equipe do Samu até a Santa Casa e submetida a uma cirurgia. Na madrugada de sexta-feira, Moreira não resistiu e morreu. O corpo do servente foi velado no Velório do Cemitério Santo Agostinho e sepultado no mesmo local, sexta, com trabalhos da Funerária Santa Bárbara.

5º CRIME
A morte do servente de pedreiro Ailton de Araújo Moreira foi a quinta morte violenta registrada em Franca neste ano. A quarta só na zona Norte. Em janeiro, Zainer Jorge Eurípedes de Oliveira Rodrigues, 22, foi executado a tiros na frente de sua casa, no Leporace III. Pouco mais de um mês depois, o comerciante Carlos Aparecido Pitondo, 47, conhecido como Didi, foi baleado em sua papelaria, no Jardim Redentor, e morreu no Hospital Unimed.

Entre o início da noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, 18 de março, um homem negro, alto e gordo e o sapateiro desempregado Lucas Silva de Abreu, 22, do Jardim Portinari, foram encontrados mortos, com sinais de execução. O primeiro foi localizado, em estado avançado de decomposição e sem documentos, no milharal de um sítio às margens da Rodovia Nelson Nogueira. O segundo foi executado em plena Avenida Abrahão Brickmann, no Leporace.

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