‘Ressuscitou’. Aleluia!


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Os cristãos celebram sua maior festa: a Páscoa da Ressurreição de Cristo

Cristo está vivo e é a luz que elimina, para sempre, a escuridão que o pecado produziu na humanidade. Hoje é dia de participar plenamente da Eucaristia, e com o traje da vitória, pois a vitória de Cristo é a nossa vitória. Vejamos os ensinamentos da Palavra de Deus.

1ª LEITURA — ATOS DOS APÓSTOLOS 10
Essa leitura é extraída de um dos discursos de Pedro. Falando a um grupo de pagãos, resume, em poucas palavras, a mensagem cristã.
Pedro apresenta quatro pontos: (1) Evoca os momentos principais da vida de Jesus. Ele é um homem real que passou fazendo o bem e curando todos os que eram vítimas do mal. Observe-se que Pedro, mais do que a pregação de Jesus, destaca a transformação concreta do mundo realizada por ele através do poder de Deus; (2) O segundo ponto relata o que os homens fizeram a esse enviado de Deus: mataram-no, pregando-o na cruz. (3) Diante dessa maldade humana, qual foi a reação de Deus? Afirma Pedro, Ele não podia abandonar seu “Servo” fiel nas garras da morte. Por isso o ressuscitou. (4) Por fim, Pedro fala da missão dos discípulos: eles são testemunhas dos fatos.
Essa leitura é, antes de tudo, convite para tomar consciência da verdade fundamental da nossa fé: a ressurreição de Cristo.
Esse trecho nos conduz ainda a refletir sobre nossa missão de testemunhas da ressurreição. No batismo nós passamos da morte para a vida. Se pudermos afirmar que, a partir daquele momento, a nossa vida mudou completamente e que nada restou em nós da vida antiga, podemos apresentar-nos como testemunhas da ressurreição.

2ª LEITURA — COLOSSENSES 3
Escrevendo aos cristãos de Colossos, Paulo quer despertar neles a lembrança de que, no dia do batismo, nasceram para uma vida nova, vida que se realiza plenamente não neste mundo, mas no mundo de Deus.
Paulo não afirma que os cristãos não devam se interessar pelas coisas deste mundo. Eles trabalham e se dedicam como os demais. Todavia, têm a convicção de que a plenitude de vida não pode ser alcançada aqui.
As boas obras não podem faltar nos ensina a leitura do dia de hoje são uma manifestação de vida nova, são sinais da sua presença. São como os frutos que podem brotar e crescer somente numa árvore viva e viçosa.

EVANGELHO — JOÃO 20
De manhã cedo, no primeiro dia depois do sábado, Maria Madalena se dirige ao sepulcro. Ainda estava escuro. Nessas palavras podem-se perceber, tocar, quase respirar os sinais da vitória da morte. Na terra tudo é silêncio, imobilidade, quietude, enquanto uma mulher sozinha e assustada se movimenta na escuridão da noite.
Observemos, porém, o que acontece quando ela se depara com o sepulcro vazio: a cena muda como que por encanto.
Sacudidos de repente por uma explosão de vida, todos os personagens estremecem do próprio torpor e começam a se movimentar depressa: “Maria Madalena vai correndo até Simão Pedro... Simão Pedro, então, se precipita para fora junto com outro discípulo. Corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa. Tomando todos de surpresa, no dia depois do sábado, a vida explode com toda a sua força. Deus interveio e fez rolar a pedra do sepulcro.
Depois desta explosão da vida, eis que entram em cena dois discípulos. Um deles é muito conhecido: Pedro; o outro não tem nome. Afirma-se, em geral, que se trata do evangelista João. Discípulo sem nome aparece desde o início do Evangelho de João e está sempre, de algum modo, ligado a Pedro. Torna-se discípulo de Cristo antes de Pedro; sabe distinguir quem está do lado de Cristo e quem está contra ele, ao passo que Pedro não sabe fazer distinção; permanece junto do Mestre durante a paixão, ao passo que Pedro fica parado e o nega; acompanha Jesus até o Calvário, Pedro, ao invés, foge.
No mar dos Tiberíades é mais uma vez esse discípulo que reconhece no homem que se encontra nas margens o Ressuscitado, ao passo que Pedro se dá conta só mais tarde. Por fim, quando é convidado por Jesus para segui-lo, Pedro não tem coragem de resolver sozinho; sente a necessidade de ter ao seu lado “o discípulo que Jesus amava”.
A quem representa ele, portanto? Por que não tem nome? O motivo é simples: para que cada um de nós possa incluir o seu nome e compreenda o que deve fazer para ser como Jesus quer. A atitude dos dois discípulos diante do sepulcro vazio se repete em nossos dias.
Alguém, talvez, poderá pensar que a doação da própria vida seja somente morte, renúncia, aniquilamento de si mesmo. Outros, ao contrário, entendem que uma vida doada aos irmãos, como Jesus fez, não se conclui com a morte, mas se abre para a plenitude de vida em Deus.

José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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