Igreja Catedral realiza procissão com velas


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Público assiste à encenação da Paixão de Cristo no salão paroquial da São Judas, na Vila Nova. Durante a apresentação, fiéis se emocionaram com o sofrimento de Jesus representado pelos jovens
Público assiste à encenação da Paixão de Cristo no salão paroquial da São Judas, na Vila Nova. Durante a apresentação, fiéis se emocionaram com o sofrimento de Jesus representado pelos jovens

A Procissão do Senhor Morto, também chamada de Procissão da Cruz Gloriosa de Jesus, levou centenas de fiéis à Catedral de Franca na noite da Sexta-Feira Santa. Liderado pelo pároco da Catedral e atual administrador diocesano, monsenhor José Geraldo Segantin, o evento começou às 19 horas e terminou cerca de uma hora depois. Os fiéis passaram pelas ruas Monsenhor Rosa e Major Claudiano, contornando a praça central.

Na procissão, várias pessoas traziam velas, que, segundo Segantin, representam a chama da fé. Também eram levados um esquife com a imagem de Jesus, representando o Senhor Morto, e a de Nossa Senhora das Dores em um andor. “As imagens reforçam e alimentam a piedade popular”, disse o religioso.

O monsenhor prefere denominar a procissão de Cruz Gloriosa de Jesus. “Não retiramos o sentido do Senhor Morto, porque afinal carregamos a Sua imagem, mas vamos em direção ao túmulo vazio, ou seja, buscando a ressurreição. Então, a cruz de Jesus é gloriosa, que leva à vida, e não de derrota”, afirmou.

Uma das presentes era a dona de casa Vanda Cândida de Jesus, 82, que estava ansiosa para o início da procissão. “Venho por amor a Deus, porque gosto de ouvir a palavra Dele”, disse. Perguntada se o trajeto não a cansaria, ela afirmou que não. “Para Deus, nada é cansativo.”

O agente de viagens Ademir de Souza, 69, participa da procissão há cerca de 30 anos. “A Sexta-Feira Santa é um dia especial para reflexão, e a procissão é uma manifestação de fé pública. A fé tem que ser exteriorizada para podermos ter um contato maior com as pessoas.”

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