Bença, pai. Bença, mãe!


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Era assim mesmo que a gente dizia quando ia sair ou já era hora de ir para cama: bença, pai; bença, mãe... e eles respondiam: Deus te abençoe, meu filho! Quase ninguém deixava de pedir e de receber a benção dos pais. Lembro-me disso, neste domingo de Páscoa, a data mais importante para os católicos e cristãos de modo geral, que é quando se celebra a vitória da vida sobre a morte, com a ressurreição de Jesus Cristo. E a comemoração é feita, como de costume, com a família reunida. O apelo comercial desvia a atenção, principalmente das crianças, para o tal ovo de chocolate. Se a gente perguntar, muitas delas vão dizer que é aniversário do coelhinho. Somente as que já ouviram os pais explicarem ou na igreja que frequentam é que sabem o real significado deste dia. Mas, infelizmente, muitos pais e mães já não falam de Deus com suas crianças, julgando que elas vão decidir sobre a fé e religião quando crescerem. Aí, talvez, já seja tarde demais. Até mesmo o costume de pedir e de dar a benção caiu em desuso, como se fosse demodê ou fora de época. O resultado disso é o que mais estamos vendo nos dias de hoje. A falta de respeito com pais, com professores, diretores de escola, com autoridade policial, tudo porque muitos pais e mães já não se preocupam em ensinar palavras e atitudes simples, mas de uma importância enorme. Por exemplo, dizer por favor, desculpe e obrigado. Você costuma fazer isso? Não se esqueça: é na educação dos filhos que se revela o caráter e demais virtudes dos pais!
 

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