Prontos ou em vias de serem entregues, pelo menos quatro prédios da Secretaria Municipal de Franca enfrentam problemas. São erros de execução de projeto de construção, atrasos no andamento e danos estruturais que impedem a ocupação dos imóveis ou afetam seu funcionamento normal.
A situação mais séria foi detectada, na última segunda-feira, na Emei (Escola Municipal de Ensino Infantil) “Frei Germano Annecy”, no Parque Progresso. A escola foi reformada em 2012. Ganhou novas salas e quadra coberta. Mas com as chuvas do fim de semana passado, o telhado de três salas de aula corria o risco de desabar. A Secretaria Municipal de Educação decidiu acionar o setor de obras da Prefeitura, que interditou os locais.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a execução do telhado nas obras de reforma não seguiu o estipulado no projeto. Com a vinda das chuvas, o problema de madeiramento e telhas ficou evidente.
As crianças tiveram que ser transferidas. “Cinto e cinquenta e três estudantes estão aqui no prédio do Colégio Champagnat. Os outros 143 estão estudando no antigo prédio da Escola Dinâmica Espiral. Já providenciamos o transporte, feito com a presença de monitores”, disse a secretária de Educação, Leila Haddad.
As obras para o conserto do telhado já estão em andamento, mas ainda não há uma previsão de conclusão. Os custos, segundo a Prefeitura, estão sendo pagos pela empreiteira responsável pela reforma.
Programada para ser entregue no início de 2012, a construção da escola municipal do Jardim Piratininga, orçada em R$ 4,1 milhões, está um ano atrasada. Segundo fontes ligadas à Secretaria Municipal de Educação, os motivos do atraso na entrega seriam falhas na execução da obra, que sofria com goteiras e infiltrações.
Os alunos que deveriam estar ocupando as novas salas, hoje, estudam provisoriamente no Colégio Modelo, na rua Afonso Pena.
A Prefeitura disse que o prédio já deveria ter sido entregue, mas um temporal que caiu sobre a cidade no dia 28 de dezembro do ano passado danificou o telhado, que precisou ser refeito. Não há previsão de liberação.
Outro local que também já deveria estar funcionando é a nova creche que foi construída na Vila Isabel. Lá os problemas não estão no prédio, mas na falta de previsão de ampliação de galerias pluviais. Com a construção da creche, se não houvesse a troca das galerias, o prédio sofreria com inundações.
Segundo a Prefeitura, a ampliação das galerias está em execução e deve ser entregue ainda este ano.
Além das novas obras, outro prédio que apresenta problemas e deve ser fechado para reformas é o CCI (Centro de Convivência Infantil) que funciona na rua Francisco Barbosa, na Cidade Nova. O centro é uma espécie de creche que atende os filhos dos servidores municipais.
O prédio é antigo e apresenta rachaduras nas paredes, infiltrações e não tem mais condições de abrigar as crianças. A assessoria da Prefeitura informou que o processo para a reforma do prédio já está em andamento e que as obras devem começar ainda este ano.
VARREDURA
Com o surgimento de problemas em diversas obras da Secretaria da Educação, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) determinou uma varredura para saber em qual estado se encontram os prédios que abrigam escolas e creches.
O estudo está em andamento e ainda não foi feito um balanço parcial. A ideia, segundo a assessoria de imprensa, é identificar os problemas e consertá-los, seja acionando as empreiteiras responsáveis ou a própria Prefeitura. Não há previsão para a divulgação dos resultados dessa varredura.
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