Chocolate: felicidade em barras


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Na véspera da Páscoa, o Se Liga elencou os benefícios e os problemas de comer chocolate. Ele é bom, mas cuidados devem ser tomados
Na véspera da Páscoa, o Se Liga elencou os benefícios e os problemas de comer chocolate. Ele é bom, mas cuidados devem ser tomados

A época favorita dos chocólatras está chegando e é bem provável que muitos já estejam planejando se “empanturrar” com as guloseimas vendidas na data. Comemorada no próximo domingo, dia 31, a Páscoa surge com uma diversidade de produtos que dão água na boca, despertando o desejo de saborear um “quadradinho” até mesmo em quem não é tão fã do doce. Mas especialistas alertam: é importante saber qual tipo e a quantidade certa de chocolate que se deve consumir.

Segundo Michelle Munita Lima, docente na área de nutrição do Senac de Franca, uma barra pequena de 25 gramas é o limite indicado para consumo diário. “Apesar de ser benéfico, se consumido em excesso o chocolate pode fazer a pessoa engordar. Uma barra de 25 gramas tem em média 140 calorias. Para comparação, são as mesmas calorias fornecidas por um pão francês”, afirma. A docente também alerta para os chocolates hidrogenados. “Na fabricação, a manteiga de cacau é substituída por gordura hidrogenada, que aumenta o colesterol ruim, triglicérides e contribui com o desenvolvimento de diabetes”.

Nutrientes benéficos para o organismo, como cobre, magnésio, potássio e zinco, podem ser encontrados nos chocolates amargo, meio amargo e ao leite. “O único que não fornece nutrientes é o chocolate branco. Por ser feito da manteiga de cacau, é mais gorduroso e calórico que os demais e deve ser consumido com cautela”. Entre os tipos mais saudáveis, os chocolates amargo e meio amargo são os mais indicados para consumo. “Esse tipo de chocolate possui menor adição de açúcar e gordura, e maior concentração de cacau que os demais chocolates. Se consumido com moderação, os ácidos fenólicos presentes no cacau exercerão uma ação emagrecedora, pois interferem na produção da leptina, o hormônio da saciedade”, afirma Michelle. Quem não gosta do sabor do chocolate amargo pode substituí-lo pelo ao leite. “Apesar de possuir menor concentração de cacau, ele ainda proporciona alguns benefícios. Além de ser uma fonte rica de energia, ajudando a diminuir a sensação de cansaço, o chocolate ao leite também estimula a liberação de serotonina, o famoso hormônio da felicidade”.

Quem é diabético também pode aproveitar a data, optando pelas versões diet, em que o açúcar é substituído por adoçantes ou edulcorantes - substâncias adocicadas naturais, normalmente extraídas de vegetais e frutas. Mas devido ao chocolate diet conter um teor de gordura mais elevado do que um chocolate normal, é importante que ele seja consumido em pequenas quantidades, apenas para saciar o desejo de comer o doce.

CHOCÓLATRAS
A palavra chocólatra foi criada para definir quem considera o chocolate indispensável. Os chocólatras têm verdadeira adoração pelo doce, e sentem necessidade de comer no mínimo um pedaço por dia. Se por acaso deixam de comer o doce, correm risco de ficar com o humor afetado.

A estudante de psicologia, Ana Flávia Martins, 20 anos, é um bom exemplo desse tipo de pessoa que sente “paixão” pela guloseima. “Eu costumo comer chocolate pelo menos uma vez por dia, sou chocólatra declarada. Teve uma Páscoa em que comi uns dois ou três ovos em poucas horas”. Mas a estudante afirma que apesar do vício, teve que reduzir seu consumo. “Depois de comer tantos ovos, acabei ficando com uma alergia que demorou muito tempo para melhorar. Agora meu consumo está mais moderado, mas acho que eu não conseguiria abandonar o chocolate de vez”, disse.

Michelle Munita afirma que as mulheres têm tendência a sentir maior vontade de comer chocolate. “A serotonina produzida após a ingestão do doce atua numa área relacionada às emoções, afetando mais o humor do sexo feminino que o do masculino”, disse. Para a chocólatra Ana Flávia, o vício em chocolate não é exclusivo da mulher. “Acho que esse tipo de vício é mais associado às mulheres, mas acredito que a paixão seja de ambos os sexos”, disse a estudante.

Apesar de defender as mulheres, Ana confessa a importância do doce em sua vida. “Eu me sinto culpada quando deixo de comer chocolate, e não o contrário, sempre sofro ficando com muita vontade. Quando eu como o doce, me sinto muito melhor, meu humor modifica totalmente, então é de lei que sempre que estou meio chateada, eu como chocolate”, afirma.

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