Diocese abre Semana Santa pela 1ª vez sem bispo em 42 anos


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Imagem de 2012 mostra o monsenhor José Geraldo Segantin (à esq.) e o então bispo de Franca, dom Pedro Stringhini (ao centro), na procissão do Domingo de Ramos
Imagem de 2012 mostra o monsenhor José Geraldo Segantin (à esq.) e o então bispo de Franca, dom Pedro Stringhini (ao centro), na procissão do Domingo de Ramos

A Diocese de Franca abre hoje com procissão e missa do Domingo de Ramos as celebrações da Semana Santa. Em 42 anos desde sua criação, essa será a primeira vez que a diocese celebrará a semana, considerada a mais importante para os católicos, sem bispo. Há quatro meses a diocese está como Sé Vacante e não há previsão para a nomeação do novo bispo, o quarto na sucessão. O último bispo, dom Pedro Luiz Stringhini, foi transferido pelo papa emérito Bento XVI para a Diocese de Mogi das Cruzes.

Programada para começar às 9 horas, a procissão do Domingo de Ramos sairá da Praça do Cemitério e seguirá em direção à Catedral Nossa Senhora da Conceição. Segundo o administrador diocesano, monsenhor José Geraldo Segantin, a missa campal dependerá das condições climáticas. “Caso esteja chovendo vamos celebrar na igreja.”

Além da Catedral, as celebrações do Domingo de Ramos também serão realizadas em todas as paróquias de Franca e das demais cidades da região. Na Catedral, haverá ainda missa com bênção dos ramos às 7, 17 e 19 horas.

Seguindo a tradição religiosa, na terça-feira, muitas paróquias realizarão a procissão do Encontro Doloroso que relembra o encontro de Nosso Senhor dos Passos com Nossa Senhora das Dores. Na Paróquia São Sebastião, por exemplo, um grupo sairá da Praça 1º de Maio e o outro da porta da Escola Barão. O encontro será na igreja, na rua Voluntários da Franca, na Estação.

Por ser indispensável a presença de um bispo na missa solene de bênção dos Santos Óleos na quinta-feira, o padre José Geraldo Segantin convidou o bispo emérito de Franca dom Diógenes Silva Matthes para presidir a celebração. A missa será na Catedral a partir das 9 horas com a participação dos 80 padres da diocese. “Dentro da Semana Santa essa celebração necessita obrigatoriamente de ser presidida por um bispo pois implica a consagração dos óleos do Crisma, que é um sacramento de ordem de 3º grau [sempre conduzido por bispos]”, disse Segantin. No caso da impossibilidade do bispo emérito celebrar a missa, o administrador diocesano seria obrigado a convidar um bispo de outra diocese e, se necessário, até antecipar a celebração. Também na quinta-feira, os católicos participam da cerimônia do Lava-Pés.

ENCENAÇÃO
Todas as celebrações devem reunir um grande número de fiéis, mas a maior concentração deve ocorrer na Sexta-feira Santa quando é lembrada a paixão e morte de Jesus Cristo. Neste dia, considerado de luto para os cristão, a Paróquia São Judas Tadeu, na Vila Nova, realiza a Encenação da Paixão de Cristo às 8h30 no salão da paróquia, na rua Liberdade, na Vila Nova.

“Os fiéis devem participar de todas as celebrações, porém a mais importante é a Vigília Pascal no sábado à noite. Nela, celebramos a vitória de Jesus sobre a morte”, disse o monsenhor José Geraldo. Na Catedral, a missa será às 20 horas, horário que será seguido por outras paróquias.

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