Sapateiros de Franca terão de repor horas paradas nos dias de greve


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A audiência realizada ontem no TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região) em Campinas, envolvendo o Sindicato dos Sapateiros e o Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), não conseguiu pôr fim ao impasse envolvendo dois dos três itens do dissídio coletivo rejeitados pelos empresários. Dos três assuntos apresentados na pauta, só houve acordo em relação à reposição e pagamento das horas não trabalhadas pelos sapateiros durante a greve.

Segundo o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Fábio Cândido, na reunião ficou estabelecido que os sapateiros precisarão repor dois terços das horas paradas, enquanto os patrões farão o pagamento de um terço. A greve dos sapateiros durou cinco dias e envolveu cerca de 7 mil funcionários de 15 fábricas, de acordo com a assessoria imprensa do sindicato dos trabalhadores.

“Só conseguimos definir a questão das horas, já os itens da cesta básica e do pagamento de Participação nos Lucros e Resultados continuam sem acordo”, disse Cândido.

O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, que também participou da audiência, disse que discutirá a proposta apresentada pelo Tribunal em relação à PLR em assembleia na próxima terça-feira. “Infelizmente não posso falar sobre essa proposta, já que decidimos apresentá-la somente no momento da reunião.”

A respeito do fornecimento de cesta básica mensal, Brigagão disse que o pedido foi rejeitado pelo Tribunal Regional do Trabalho. “Não iremos oferecer cesta básica conforme proposta decidida pelo Tribunal.”

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