S. José Oriol
“José” significa Deus acrescente”
José Oriol nasceu em Barcelona, 1650. Ainda bebê, ficou órfão de pai e sua mãe casou-se com um sapateiro. Aos 13 anos, morreu-lhe o padrasto a quem amava como pai e sua família caiu na mais extrema miséria, passando a morar de favor na casa de uma caridosa amiga. Em 1674, concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote em 1675. Para sustentar a mãe, foi professor em casa de uma rica família em Barcelona. Fez voto de abstinência perpétua, passando a viver a pão e água. Quando a mãe faleceu, partiu de Barcelona e foi a pé a Roma visitar os túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo. Retornando a Barcelona, foi-lhe confiada a paróquia de Nossa Senhora do Pin. Ali viveu pobremente, distribuindo o que ganhava aos necessitados. Servia o povo com dedicação, dando exemplo de simplicidade de vida. Possuía o dom da cura e da profecia, prevendo o dia da própria morte. Ao morrer, pediu que lhe cantasse o Stabat Mater:
Estava a mãe dolorosa/ junto à cruz lacrimosa,/ vendo o filho que pendia./ A sua alma agoniada/ se partia, atravessada/ no gláudio da profecia./ Oh, quão triste e quão aflita/ estava a virgem bendita, / a Mãe do Filho/ Unigênito./ Quanta angústia não sentia,/ Mãe piedosa quando via/ as penas do Filho seu...
ORAÇÃO
De Maria junto à cruz
Deus, nosso Pai, diante da agústia e do sofrimento mais atroz, clamamos e imploramos vosso socorro e vossa proteção. Somos filhos da luz e não das trevas, somos vossos filhos e herdeiros da vossa glória de Ressuscitado. Edificai pontes sobre nossos abismos e trilhos de luzes em nossa escuridão. Aliviai o peso daquilo que nos oprime e nos enche de tristeza mortal. Recolhei nossos pensamentos em vossas mãos e purificai-os, lavai-os e retirai deles toda a tristeza, toda carga de pessimismo, toda falta de confiança, toda carga de pessimismo, toda falta de fé que obscurece nossa visão interior. (Is 44,21-22). A exemplo de Maria que, na hora mais difícil, manteve-se de pés e firme aos pés da cruz em que seu Filho agonizava, possamos com ela manter a nossa fronte erguida, porque logo os céus se rasgarão e a glória do Altíssimo haverá de se manifestar: “Era quase a hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu então um grande brado e disse: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’. E, dizendo isso, expirou” (Lc 23,44-46).
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.
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