Eu?
Algo entre o vulcão e o inerte
O infinito entre o medo e a coragem
Sento-me no barranco,
de frente para a estrada
E fico assim,
vendo os fatos correrem
Aviso os viajantes
Observo seus passos
Interajo com uns
Me escondo dos outros
Às vezes me desperto,
Respiro um pouco de esperança
Entendo os mistérios
E transformo o mundo
Outras vezes fico ali mesmo,
Numa calma sem força
Sem fome e sem tempo
Deixando a vida correr por si
Tenho uma coleção de opiniões
E pouca coisa para contar
Sou isso:
Um corpo que morre sentado
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