Vizinhos à empresa de reciclagem que pegou fogo no Jardim Palma, relataram momentos de tensão e desespero na manhã de ontem. Todos foram surpreendidos ao verem uma fumaça preta invadir suas casas. O lavador de carros Edinei Justino Cintra, 31, foi o primeiro a chamar os bombeiros. Ele disse que sentiu o cheiro de “borracha queimada” e foi aos fundos da casa conferir o que era. “Tinha um muro que passava por cima do telhado e ele cedeu. Os bombeiros subiram na minha casa para jogar água, mas tinha muito fogo.”
Na casa do sapateiro Luís Felipe Coelho Souza, 19, os estragos foram bem maiores. A parede dos fundos, ligada ao galpão incendiado, teve sua estrutura comprometida e a edícula com dois cômodos foi interditada por técnicos da Prefeitura. Os móveis e objetos pessoais da família ficaram espalhados por toda a casa e o morador planeja ir à Justiça para cobrar eventuais prejuízos. “Juntamos os vizinhos para ajudar a gente a tirar os móveis. Todo mundo saiu na rua porque não sabia o que fazer. Enquanto isso eu jogava água com a mangueira. Vamos à Justiça para reconstruir os cômodos, mas não sei se será tão fácil.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.