Fogo destrói empresa de reciclagem e sucata no Jd. Palma


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Bombeiros jogam água nas chamas que tomaram uma empresa do bairro ontem. Polícia vai investigar o acidente
Bombeiros jogam água nas chamas que tomaram uma empresa do bairro ontem. Polícia vai investigar o acidente

Um incêndio destruiu uma empresa de reciclagem e sucata, na madrugada de ontem, no Jardim Palma. Segundo moradores do bairro, o fogo começou dentro de um galpão, por volta das 3 horas da manhã. O Corpo de Bombeiros foi chamado e demorou quase oito horas para controlar o fogo, que se espalhou por papeis, plásticos e solas de sapato. O proprietário do estabelecimento, que funcionava sem alvará da Prefeitura, disse que suspeita de incêndio criminoso. Algumas casas vizinhas precisaram ser parcialmente interditadas. Ninguém ficou ferido.

Desde as primeiras horas da manhã, a rua José Garcia Gomes foi tomada por 10 caminhões pipa de diversos órgãos públicos e privados. Eles foram chamados por moradores que acordaram assustados com a fumaça escura e tóxica que vinha da empresa Franca Fibra que faz fundos com a rua Sérgio Castro Oliveira.

Em minutos, uma área de pouco mais de 4 mil metros quadrados foi destruída pelo fogo. O proprietário, Clóvis Vieira Queiroz, 49, ainda perplexo com toda a situação, dizia não acreditar no que estava vendo. “Fazem três anos que não temos problemas com incêndio (esta foi a terceira vez que o local pegou fogo). Temos extintores espalhados por todo barracão, mas na hora que aconteceu, ninguém estava aqui, graças a Deus”, explicou o homem que trabalha todos os dias com outros seis funcionários das 6 às 17 horas no local. Para ele, usuários de droga do bairro teriam invadido a empresa durante à noite e ateado fogo no depósito propositalmente. “Alguém veio fumar aqui, se drogar, porque não é possível pegar fogo desse jeito. O tempo está úmido e não parece ter sido a fiação (elétrica) que tenha dado curto (circuito)”. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Do lado de fora, 30 bombeiros participaram dos esforços para controlar o incêndio que se espalhou por toneladas de material altamente inflamável e em direção as casas vizinhas. Ao todo, cinco residências tiveram de ser evacuadas imediatamente. Alguns dos moradores se queixaram da demora para a chegada de socorro e da eventual falta de água em alguns caminhões do Corpo de Bombeiros.

Segundo a tenente Sandra Elaine de Andrade, coordenadora dos trabalhos, a informação não procede. Ela afirma que as viaturas chegaram ao local 10 minutos depois do primeiro pedido de socorro e que todas estavam carregadas.

“Às vezes as pessoas exageram. Têm medo de que a casa pegue fogo e um minuto vira uma eternidade. Nós entendemos isso e trabalhamos com um tempo de resposta bem curto”.

De acordo com a oficial comandante, foram gastos 103 litros de água para apagar o fogo. Um inquérito policial será conduzido pelo 3º DP, que solicitou apoio da perícia técnica. O laudo final com as reais causas do sinistro só deve sair em menos em um mês.

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