Hoje, 21 de março, é o Dia Internacional da Síndrome de Down. Em vez de ser uma data de comemoração, para as mães participantes do grupo Crer Para Ver, o dia é uma oportunidade de lutar pela inclusão social dos seus filhos.
Contando com a participação ativa de seis mães, todas com filhos portadores da síndrome, a associação luta atualmente para uma maior assistência nas escolas municipais. Três das integrantes têm, cada uma, um filho com síndrome de Down estudando em escolas municipais - as outras crianças não estão em idade escolar.
Mas só um deles, Samuel, 6, filho da vendedora Cibele Marques, 35, conta com monitor. “Por um lado, estamos felizes, porque nas escolas em que nossos filhos estão, as portas estão abertas e somos recebidas carinhosamente. Porém, precisamos de mais estrutura. Faltam principalmente cuidadores, assim como atendimentos complementares, como o de fonoaudiologia e terapia ocupacional”, afirma a psicóloga Karla Borges, 38, mãe de Larissa, 6, que ainda está sem cuidador. Ela cita o artigo 59 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional como garantia para o atendimento especializado a portadores de necessidades especiais.
“Nos falam que os monitores estão sempre em treinamento. É um processo muito moroso. Assim que a criança fosse incluída na rede, o cuidador já tinha que estar lá”, completa a empresária Meire Afonso, 45, mãe de Clara, 9, que não é monitorada.
A gestora das salas de recursos multifuncionais - próprias para alunos com deficiência -, Regina Hanna, explicou que a rede municipal conta com 20 monitores trabalhando e já requisitou mais 28 para atender outras crianças com algum tipo de deficiência. A reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria de Administração para conseguir mais detalhes sobre a contratação dos profissionais, mas não obteve sucesso.
A rede municipal de ensino de Franca atende entre 10 e 14 alunos com a síndrome de Down. Já a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) é responsável por 88 portadores, de 884 pessoas atendidas na instituição. Já na rede estadual, são cinco estudantes Down matriculados, sendo que três deles frequentam, além das aulas regulares, salas de recurso, ambientes de aprendizagem com profissionais capacitados e materiais pedagógicos específicos.
CINEMA
Outra ação realizada pelo Crer para Ver foi uma campanha, principalmente através das redes sociais, para trazer o filme Colegas, de Marcelo Galvão, para Franca. O longa-metragem está em cartaz no Franca Shopping até hoje.
“Queremos unir famílias de portadores da síndrome de Down para que levantemos essa discussão sobre a inclusão da pessoa portadora de deficiência intelectual, seja na escola, seja no mercado de trabalho”, afirma Cibele. O grupo possui uma página chamada Crer para Ver no Facebook. O telefone para contato é (16) 9333-5783.
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