“Serapião” deriva-se da junção de “Osíris” e “Ápis”, duas divindades egípcias
Serapião foi bispo de Têmuis, Egito, de 340-356. Freqüentou, e depois dirigiu, a escola catequética de Alexandria. Era chamado o Escolástico, porque era dotado de grande conhecimento sagrado e profano. Esteve em companhia de S. Antão, abade, e dele herdou suas túnicas de pêlos. Amigo de S. Atanásio, lutou contra os que negavam a divindade de Jesus (arianismo) e contra os que acreditavam que o mundo se regia pelos princípios eternos do Bem e do Mal (maniqueísmo). Deixou-nos escrito a Carta aos monges, que é uma exaltação da vida monástica e de suas vantagens para a Igreja e para a sociedade. Fez parte da fracassada missão de paz para interceder junto ao imperador Constâncio II a favor de S. Anastácio. Morreu em 362. Dizia Serapião, sintetizando a perfeição cristã:
A inteligência é purificada pelo conhecimento espiritual (ou a santa meditação e oração); as paixões espirituais da alma são purificadas pela caridade; enfim, os apetites desordenados são purificados pela abstinência e penitência.
ORAÇÃO
Da ação de Deus em nossa vida
Deus, nosso Pai, mediante os desafios que a vida nos impõe, provais nossa fé e nossa fidelidade e corrigis nossos erros. Passais por nossas cegueiras, para que vejamos a luz da verdade. Passais por nossas paixões, para que sejamos tocados e inflamados por vosso infinito amor. Passais por nossas dores e sofrimentos, para que descubramos que sem vós nada somos. Passais pela nossa consciência, para que escutemos vossos apelos. Passais por nossas discórdias, para que busquemos a comunhão. Passais por nossas prepotências, para que tomemos consciência de que somos apenas um sopro, uma nuvem que passa e se esvai. Passais pela nossa humanidade, para que o humano em nós resplandeça em alvorecer e de muitos divinos sóis. Passais por nossa vida, para que possamos experimentar vossa ternura e misericórdia; ‘Pusestes em meu coração mais alegria do que quando o trigo e o vinho são abundantes. Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós, Senhor’ (cf. Sl 4,8-9).
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002
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