‘Droga é cadeia ou cemitério’, desabafa pai


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Lucas Silva de Abreu
Lucas Silva de Abreu

O sapateiro Flávio de Abreu, pai de Lucas Silva de Abreu, morto na madrugada de ontem na principal avenida do Parque Vicente Leporace, uma das regiões mais populosas de Franca, já imaginava que o filho poderia ter um fim trágico.

Comércio da Franca - Como o senhor ficou sabendo da morte de seu filho?
Flávio de Abreu -
Eu estava em casa dormindo e chegou a notícia. Quando o povo bateu no portão, eu já imaginei que era o Lucas.

Comércio - Imaginava como?
Abreu -
Que ele tinha sido preso ou assassinado.

Comércio - Qual era a rotina de Lucas nos últimos tempos?
Abreu -
Ultimamente, ele não estava trabalhado. Ficava na avenida a noite inteira. Eu já estava cobrando uma reação dele, porque ele estava envolvido no mundo da droga. Droga é cadeia ou cemitério, não tem jeito. Eu pelejei para internar ele. Eu falei que internava ele, pagava para ele ficar o tempo que fosse preciso. Mas ele sempre dizia: “Não tô (sic) precisando disto não, tô consciente, sei o que estou fazendo”.

Comércio - Há muito tempo que ele estava envolvido com drogas?
Abreu -
Muito tempo. A pessoa que para de trabalhar e começa com malandragem, você poder esperar que vai dar nisso aí. Ninguém dá nada de graça para ninguém. Cansei de falar: não envolve com isto. Eu falo para esta meninada. Vai experimentar, acha que é bom, por fim ela (droga) toma conta e não tem jeito. Hoje é um pai sofrendo e um menino novo ainda, com a vida toda pela frente, que vai para o cemitério. Fazer o que agora?

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