A Associação Assistencial Presbiteriana Bom Samaritano, após cinco anos, não será mais a gestora do Recanto Samaritano, a antiga Casa do Aconchego, no Jardim Milena. A informação foi confirmada à reportagem na tarde da última sexta-feira pela secretária de Ação Social de Franca, Gislaine Peres. Segundo a coordenadora da pasta, o contrato do convênio vence em maio deste ano e a entidade não vai prorrogá-lo por cinco anos. Na última quarta-feira, a associação oficiou a desistência.
O Recanto Samaritano é um abrigo administrado pela entidade em parceria com a Prefeitura. O local abriga crianças e adolescentes de zero a 18 anos, retirados de suas famílias por terem sido vítimas de negligência, abusos ou maus tratos. Elas são acolhidas em duas modalidades de atendimento: o abrigo, que recebe crianças de até 12 anos; e as casas lares, onde as mães sociais recebem menores da mesma família (no caso, irmãos). A capacidade atual é de 54 atendimentos. O local foi alvo de fugas e denúncias recentemente (leia texto nesta página).
De acordo com Gislaine Peres, a desistência foi escolha da entidade e nenhuma reclamação havia sido feita, pelo menos diretamente à Secretaria, anteriormente. “Como eles oficiaram para nós na quarta-feira, estamos nos organizando para reunir com algumas entidades para socializar e ver se existem possíveis parceiros. Enquanto isso a Prefeitura vai organizando todo o outro processo que demanda um tempo”, disse Gislaine, na sexta-feira.
O processo de escolha da nova entidade será feito através de edital, nos mesmos moldes da gestão do Samaritano. Apenas o valor pago no convênio, que é calculado por criança atendidas e em UFMFs (Unidades Fiscais do Município de Franca), deve ser reajustado. A secretária não soube informar o quanto é pago atualmente.
Não há previsão para que o processo seja finalizado. A primeira reunião com as entidades deve ser marcada ainda para esta semana. “Não dava para fazer algo atropelado. Faz um dia e meio [na sexta-feira] que eles oficiaram”, lamentou Gislaine.
DESCONVERSOU
Questionado pela reportagem, o diretor de projetos sociais do Samaritano, Arnaldo dos Santos, também coordenador do Recanto Samaritano, não confirmou a informação. “Essa é uma questão da Secretaria de Ação Social.” Ele confirmou que o contrato está perto do fim e que o trabalho é “difícil”. A reportagem solicitou com o diretor um contato direto com a direção da entidade, mas até o início da noite de sexta-feira não obteve resposta.
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