Médico diz que encontrar compatíveis é muito difícil


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O oncologista José Reinaldo Paula Tasso disse que a doação de medula óssea é muito complexa. “O doador não precisa ter o mesmo tipo sanguíneo do receptor, mas o processo é muito mais complicado que uma doação de sangue, que é simples.”

Segundo o médico, as moléculas codificadas pelos genes HLA (proteínas que se localizam na superfície de todas as células do organismo) do doador têm que ser totalmente compatíveis com as do receptor para que não haja rejeição.

A maior chance está entre os membros da família, mais precisamente nos irmãos, que apresentam 25% de compatibilidade. Já na população, essa chance é de uma para 100 mil.

Na tentativa de ajudar quem depende de um doador de medula, muitas pessoas têm se inscrito no cadastro de doadores. Para isso, basta comparecer ao Hemocentro de Franca portando documento oficial com foto. É exigido que a pessoa esteja saudável, tenha entre 18 e 55 anos, e não tenha câncer ou doenças infecciosas. Será feito um cadastro e a retirada de uma pequena quantidade de sangue (5 ml). O processo demora dez minutos e não é necessário estar de jejum.

Posteriormente, os dados dos potenciais doadores serão cruzados com os de pacientes que aguardam um transplante. Em caso de compatibilidade, o doador é imediatamente encaminhado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

O Hemocentro fica na avenida Hélio Palermo, 4.181. O telefone para mais informações é (16) 3402-5000.

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