Após sentir fortes dores no corpo, ter febre alta e perder o movimento das pernas, Ana Laura Alves, de 11 anos, teve a busca por um diagnóstico encerrada no dia 15 de julho de 2011, quando recebeu a notícia que abalou toda a família. A menina estava com leucemia linfoide aguda. Depois de um ano e meio dedicado à primeira etapa do tratamento, a doença entrou no período de remissão e manutenção, quando não está mais presente no sangue e na medula óssea do paciente e é iniciada uma terapia de “consolidação” e manutenção para combater possíveis focos residuais da doença, evitando o desenvolvimento de novas células cancerígenas. Mas em seis meses, Ana Laura voltou a sentir os sintomas da leucemia e, após alguns exames médicos, para tristeza da família, a volta da doença foi confirmada.
Após essa confirmação, os médicos sentenciaram: em até onze semanas, Ana Laura precisa encontrar um doador de medula óssea compatível ou seu estado de saúde se agravará e serão poucas as chances de sobrevivência. Após receber a informação, familiares e amigos iniciaram uma campanha para ajudá-la a encontrar o doador. Segundo informações do Hemocentro de Franca, após o início da campanha realizada pela família da garota, o número de cadastros para doação de sangue e medula óssea triplicou. Cerca de cem pessoas foram cadastradas na primeira semana de março. A média mensal registrada é de 180 novos cadastros. Em janeiro, segundo o Hemocentro, 15 mil francanos estavam cadastrados no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea).
A família de Ana Laura já havia realizado uma campanha para doação de sangue anteriormente. Quando a doença foi descoberta, ela precisava receber transfusões de sangue quase que diárias. Dessa vez, sabendo como agir, amigos e familiares da garota se mobilizaram. Foram criados cartazes, faixas, panfletos, além de um grupo no Facebook para ajudá-la.
A campanha começou de maneira tímida, mas ganhou adesão de muitas pessoas em Franca e da região.
Já se passaram quatro semanas do prazo dado pelos médicos e Ana ainda não encontrou um doador compatível. “Nenhum parente é compatível com ela, e as chances de encontrar um doador ideal fora da família é de uma para cem mil, isso é o que mais me preocupa, mas graças à campanha, tenho a esperança que vamos conseguir.” disse Maralaine Alves, mãe da menina.
Os resultados da campanha e a força de Ana Laura deixam a família confiante. “A doença mudou a vida da minha filha. Infelizmente, os estudos e a vida social foram interrompidos, mas ela aguentou tudo, é uma heroína. Espero encontrar um doador logo, para ela ser curada e viver como antes. Ela merece”, disse o pai dela Anderson Carlos da Silva.
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