Prefeitos da região saldam dívidas nos primeiros 75 dias de 2013


| Tempo de leitura: 3 min

Os primeiros 75 dias de gestão dos prefeitos empossados em 1º de janeiro na região de Franca foram dedicados para organização interna da Prefeitura e controle da situação financeira. Em pelo menos sete municípios, os eleitos alegam que receberam a Prefeitura com problemas nas finanças e tiveram primeiramente que arrumar a casa para só agora começarem a executar seus planos de governo. Nas sete cidades as dívidas herdadas somam quase R$ 33 milhões.

O prefeito de Buritizal, David Abmael David (PP), assumiu a cidade, segundo ele, com uma dívida de mais de R$ 1,3 milhão e problemas na frota municipal. David disse que precisou fazer licitações emergenciais para a compra de veículos e medicamentos. “É um período curto para solucionarmos todos os problemas, por isso ainda não temos uma fotografia exata da situação.” De acordo com o prefeito, embora ainda haja dívidas, muitos projetos estão sendo implantados em benefício da população. “Reformamos o posto de saúde e estamos agora mexendo no poliesportivo que estava desativado.”

A prefeita de São José da Bela Vista, Célia Ferracioli, a Celinha (PTB), avaliou que os dois primeiros meses foram de “muitos desafios e trabalho”. Segundo ela, a prefeitura tinha falta de profissionais, contas a pagar e uma frota sucateada. Nesse período, Celinha organizou os departamentos, reestruturou secretarias e retomou serviços que estavam parados. Para controlar as contas, a prefeita também pagou R$ 500 mil de dívidas do exercício anterior. “Hoje a Prefeitura está mais estabilizada e, estruturalmente falando, mais organizada.”

Em Itirapuã; o prefeito Rui Gonçalves (PP) reservou o início de governo para correr atrás de convênios e saldar dívidas contraídas na administração passada. De mais de R$ 1,3 milhão herdado de débitos, Gonçalves disse ter liquidado R$ 616 mil. De acordo com ele, o município também realizou licitações emergenciais e ele tenta, aos poucos, colocar em prática as promessas de campanha.

Situação semelhante vive a prefeita de Orlândia, Flávia Mendes Gomes (PSB). Ela recebeu a cidade com R$ 25 milhões de dívidas e já pagou R$ 3 milhões desse montante. “Ainda não demos andamento em obras e projetos, somente continuamos os serviços essenciais e trabalhamos para equacionar as dívidas”, disse o secretário de Administração, Mário Luiz Brunhara.

EMERGÊNCIA
No município mineiro de Claraval, o prefeito Juliano Diogo (PSD) disse que após equilibrar as finanças nos dois primeiros meses focará mais o trabalho em ações. “Temos projetos para a área da saúde, estamos ampliando a capacidade de trabalho da Secretaria de Obras e já realizamos a inauguração do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e implantação de projetos sociais.” Diogo recebeu a Prefeitura com mais de R$ 500 mil em restos a pagar.

Também em Minas, o prefeito de Delfinópolis Pedro Paulo Pinto (PMDB) diz que a situação do município ainda continua crítica e deve se alongar pelos próximos meses. “O ex-prefeito iniciou obras, gastou todo o dinheiro e não terminou. Está complicado, mas acredito que até junho terei a situação controlada.” Pinto diz que recebeu a Prefeitura com mais de R$ 2,1 milhões de dívidas e decretou estado de emergência em razão das finanças logo nos primeiros dias de administração. “Já paguei R$ 1 milhão de dívidas, estou pagando os funcionários em dia, comprei pneus para a frota e estou melhorando a saúde.”

Na vizinha Restinga, o prefeito Paulo Pitt (DEM) também precisará de mais tempo para colocar as finanças em dia. Ele diz ter recebido a Prefeitura com quase R$ 700 mil de dívidas. Desse total R$ 432 mil correspondiam à folha de pagamento. “Isso está emperrando minha caminhada. Acredito que só daqui a três meses vou conseguir colocar minhas ideias em jogo.”

Clique na imagem para ampliar:

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários