Enquanto o número de mulheres que se tornaram mães antes dos 20 anos caiu na comparação entre os anos de 2000 e 2011, o de mulheres com mais de 30 anos que engravidaram pela primeira vez neste período aumentou, passando de 22,7% para 29,6% do total. A assistente de eventos e captação da Santa Casa, Laura Pacheco Ferreira, 40, faz parte deste grupo. Quando o pequeno Pedro Antônio nasceu, ela estava com 39 anos. A gravidez tardia não foi bem uma opção. Não foram o trabalho nem os estudos que atrapalharam os planos de Laura. “Não queria uma produção independente. Queria o pai do lado para ajudar na criação. Como me casei aos 37 anos, esperei para engravidar. Foi quando despertou o desejo de me tornar mãe.”
Ao descobrir a maternidade, Laura diz ter se arrependido de não ter sido mãe mais cedo. “É uma sensação maravilhosa sentir que tem alguém crescendo dentro de você. Não consigo nem explicar. Gostaria de ter mais filhos, mas acho que vou ficar só com o Pedro em razão da minha idade e de complicações na gestação. Poderia ter começado antes.”
Um dos temores de Laura em engravidar novamente é enfrentar o problema da primeira gestação. A partir do quinto mês, começou a sofrer com pressão alta e precisou inclusive de se afastar do trabalho. “Apesar de ter histórico em minha família, eu não tinha esse problema.” Pedro acabou nascendo aos sete meses de gestação.
Para ganhar peso, a criança ficou 37 dias internada antes de ir para casa. “Neste período, ia direto ao hospital para ficar com ele e dar muito carinho.” Hoje Pedro está com um ano e dois meses e é a alegria da família.
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