O número de mães adolescentes está em queda na região de Franca. É o que mostra um levantamento feito pela Fundação Seade em uma comparação entre os anos de 2000 e 2011. Em 2000, o percentual de mulheres com menos de 20 anos que se tornaram mães pela primeira vez era de 20,6%. Onze anos depois, esse índice caiu para 15,6%. Apesar da redução, Franca ficou à frente da média estadual, em que o percentual de mães mais jovens foi de 14,7%. Por outro lado, também chama a atenção a proporção de mulheres que se tornaram mães entre os 30 e 39 anos. No mesmo período passou de 22,7% para 29,6% (leia texto nesta página).
Das 5.503 crianças nascidas no primeiro ano da pesquisa, 1.133 eram filhas de adolescentes. Em 2011, do total de 4.352 nascimentos, 678 eram filhos de adolescentes. Para a Secretaria Municipal de Saúde, a redução de gestantes com idade inferior aos 20 anos é uma tendência positiva. “Nesta faixa etária, as atenções devem estar voltadas para os estudos e formação profissional”, disse, via assessoria de imprensa, a secretária de Saúde, Rosane Moscardini. Uma das justificativas para a redução no município é a orientação dada às adolescentes nas escolas, através de projeto em parceria com a Secretaria de Educação. São abordados temas como autoestima, gravidez, aborto, dependência de cigarro, bebidas, drogas ilícitas e DST/Aids.
O obstetra Flávio Gaspar Tozatti, da Unimed e Santa Casa, afirma que a melhor fase para a mulher se tornar mãe é entre os 20 e 37 anos. “Antes dos 20 anos, é muito jovem e ela não está preparada psicologicamente até porque, na maioria dos casos, não é uma gestação planejada. Depois desta idade, estão mais conscientes e até mesmo mais preparadas financeiramente ao terminar os estudos e começar a trabalhar.”
Por outro lado, a gestação muito tardia não é recomendada. “Depois dos 40 anos, a fertilidade começa a reduzir. Por isso, é preciso fazer o pré-natal corretamente. Mas percebo a preocupação das mulheres mais velhas que desejam se tornar mães pela primeira vez. Elas chegam ao consultório e dizem que estão prontas e querem fazer todos os exames necessários antes da gestação. O que mostra que são bem mais conscientes.”
PRÉ-NATAL
O Ministério da Saúde preconiza o mínimo de seis consultas de pré-natal ao longo da gravidez. No Estado, a pesquisa mostra que o nível de escolaridade das mães influencia no número de consultas. Mulheres menos instruídas vão menos às consultas: 68,9% das mães possuíam menos de oito anos de escolaridade foram no mínimo a sete consultas. Com até 12 anos de instrução, chegou a 88,9%.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.