Grupo de ciganos quer vingança após tentativa de assassinato


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Projétil foi encontrado ainda no local na tarde de ontem
Projétil foi encontrado ainda no local na tarde de ontem

Após internar a vítima no setor de emergência da Santa Casa, a família de Tiago Dias Ferreira, 26, literalmente acampou em frente ao hospital. Cerca de 15 pessoas, incluindo parentes vindos de Araxá (MG), ficaram toda a sexta-feira prostrados, na praça do Itaú, aguardando notícias do rapaz.

Um homem de 28 anos, que se apresentou como irmão da vítima, disse à reportagem que os disparos partiram de quatro homens (e não três, como registrado em boletim de ocorrência da Polícia Militar). Eles teriam invadido o acampamento cigano dizendo que “ali não era lugar para eles”.

Muito nervoso, o homem lembrou a noite anterior e explicou como foi a conversa dos agressores. “Eles caminharam entre as barracas expulsando a gente dali.

Se eu soubesse o que eles queriam (atirar), jamais deixaria meu irmão ir falar com eles sozinho. Atiraram na gente só porque somos ciganos. Do mesmo jeito que fizeram com os negros, agora estão fazendo com a gente, mas vai ter troco.”

Outro homem, de 40 anos, todo sujo de terra, alegando ser tio da vítima, foi além. Ele disse que sabe a identidade de dois suspeitos e que pretende se vingar em breve. “Vamos dar para a família deles o mesmo sofrimento que eles deram à nossa.”

De acordo com familiares, Tiago Ferreira se recupera no CTI (Centro de Terapia Intensiva) de uma cirurgia realizada em decorrência de uma perfuração em seu intestino. Ele recebeu a visita, durante à tarde, de sua mulher. Além do marido, a mulher acompanha a filha do casal, internada no CTI infantil do mesmo hospital.

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