Negócios: Unifran nega venda a Grupo Educacional Cruzeiro do Sul


| Tempo de leitura: 2 min
Imagem de arquivo mostra estudantes que participaram do vestibular de medicina no ano passado, último curso criado pela Unifran, que possui cerca de 12 mil em 50 cursos de graduação e pós-graduação
Imagem de arquivo mostra estudantes que participaram do vestibular de medicina no ano passado, último curso criado pela Unifran, que possui cerca de 12 mil em 50 cursos de graduação e pós-graduação

A venda da Unifran (Universidade de Franca) para o Grupo Educacional Cruzeiro do Sul, que tem como sócio a gestora inglesa Actis, foi negada ontem pelo chanceler da instituição, Clóvis Eduardo Pinto Ludovice. Ele até admite que a proposta de comercialização foi feita, mas o negócio não foi concretizado.

Uma possível venda foi alvo de matéria publicada na edição de ontem do Valor. Segundo apontou o jornal, as negociações estariam adiantadas e levariam à aquisição de 100% da Unifran pelo Cruzeiro do Sul. Ludovice disse que não aceitou a proposta e que não é de seu interesse vender a instituição.

O Valor citou inclusive, segundo informações de fontes ligadas ao setor, que a transação entre as duas instituições poderia variar entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões.

Ludovice não revela o valor apresentado pelo grupo educacional. “Não é uma questão de valor. Na verdade, não é de meu interesse. É uma questão de ideal.” O chanceler afirma que, mesmo se outro grupo apresentar propostas, não negociará a comercialização da universidade. “Eu, Clóvis Ludovice, nunca vou deixar a Unifran. Não estou vendendo nada.”

Recentemente, o Comércio entrou em contato com a assessoria de imprensa do Grupo Educacional Cruzeiro do Sul para saber se a instituição realmente tinha interesse em adquirir a Unifran, porém, a mesma não comentou o assunto.

A Unifran tem atualmente cerca de 12 mil alunos e oferece mais de 50 cursos de graduação e ainda de pós-graduação.

MEDICINA
E não são apenas os rumores sobre a venda da Unifran que têm dado o que falar. Recentemente o nome da instituição foi citado em uma matéria do programa da Globo Fantástico que dizia que a universidade teria sido alvo de uma quadrilha de golpistas especializada em fraudar vestibulares de medicina.

Segundo a Polícia Federal de Araraquara, uma das responsáveis por investigar a quadrilha, os golpistas desistiram de agir em Franca no vestibular realizado em 2012, que foi o primeiro aplicado. Na época, a assessoria de imprensa da universidade afirmou não ter recebido nenhuma informação oficial da ocorrência de possível fraude.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários