Crime: suspeito de atear fogo na própria família morre no hospital


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Dênis Manso, 26, segura o filho Pedro Henrique ao lado da mulher Eva Juliene Manso, 19. Família morreu após incêndio em residência na cidade de Morro Agudo
Dênis Manso, 26, segura o filho Pedro Henrique ao lado da mulher Eva Juliene Manso, 19. Família morreu após incêndio em residência na cidade de Morro Agudo

Morreu ontem, às 9h30, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Dênis da Silva Manso, 26, suspeito de ter ateado fogo à própria casa e matado sua família, na semana passada, em Morro Agudo. O rapaz estava internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da unidade de queimados desde a última quinta-feira, 8, quando deu entrada no hospital com 70% do corpo carbonizado.

O crime brutal chocou a população da pequena cidade de Morro Agudo. A primeira vista, tudo parecia ser uma triste tragédia motivada por um acidente ocorrido durante um churrasco. No entanto, no decorrer do trabalho de investigação, conduzido pelo delegado João Batistussi Neto, o incêndio acidental transformou-se em um terrível caso de homicídio com requintes de crueldade e, possivelmente, motivado por ciúmes. De acordo com o inquérito, Manso, que trabalhava como motorista de uma usina de cana de açúcar de Morro Agudo, esfaqueou Eva Juliene Manso e depois ateou fogo na casa onde a família morava, matando o filho do casal, Pedro Henrique Fernandes Manso, de apenas 3 anos que estava no quarto. A mulher foi encontrada no banheiro.

Na casa, os investigadores encontraram duas garrafas pet, com resquícios de substância inflamável, e vários palitos de fósforo, riscados perto do quarto. Além disso, ficou constatado que todas as portas e janelas do local estavam fechadas. Mesmo queimado, foi o motorista quem chamou a polícia, informando-a que o fogo havia começado ao tentar acender a churrasqueira. Posteriormente, foi constatado que a residência não possui tal melhoria.

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