História sórdida, nojenta, condenável


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A história, sórdida em seus detalhes, explodiu como uma bomba na manchete do Comércio de ontem e no Portal GCN: agentes da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) investigam uma grave denúncia: de estupro de uma criança de 5 anos. Uma sapateira de 23 anos, moradora em um conjunto de prédios na zona norte de Franca, acusa uma babá, de aproximadamente 50 anos e que é sua vizinha, de abusar sexualmente de seu filho, um menino de 5 anos. Uma série de comentários indignados foram postados no portal e outros canais de comunicação do GCN (incluindo ainda a rádio Difusora) de seus leitores e ouvintes, desde que a notícia foi divulgada, ficando patente que o fato causou comoção geral.

No programa Hora da Verdade, da Difusora, no final da manhã de ontem, a manifestação da babá que teria abusado do menino, no final das contas, nada esclareceu. Segundo a DDM, a avaliação psicológica do garoto - que tentou repetir com a irmãzinha de 3 anos o que teria aprendido com a babá - teria deixado claro que ele estava falando a verdade, tal o nível de detalhes que apresentou. Crê-se ainda numa repetição do ato, condenável em todas as suas instâncias. Se comprovada, trata-se de história abjeta merece cadeia quem submete uma criança a este tipo de prática.

Não se pode aceitar que, caso as investigações apontem para a culpa da mulher, ela ainda permaneça solta e, o que é pior, fazendo ameaças à família da criança - como registrou um segundo boletim de ocorrência. Espera-se, em caso positivo, que a delegada Graciela Ambrósio, que conduz o inquérito aberto para a apuração dos fatos, entre com o pedido de sua prisão. O Código Penal brasileiro define os seus atos como ‘estupro de vulnerável’ - ‘ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos’, diz em seu artigo 217-A - e é um crime considerado hediondo pela lei brasileira.

Caso culpada, merece a cadeia. Ao utilizar o espaço que lhe foi concedido para apresentar sua versão dos fatos, no ar, a acusada demonstrou um profundo desprezo por sua própria situação: em poucos minutos, entrou em contradição e só dizia que não deu ‘ordem’ para que o fato fosse divulgado, não se preocupando inicialmente em , por exemplo, em se defender.

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