A direção da Santa Casa de Franca não quis comentar a proposta apresentada pelo Governo do Estado na reunião desta terça-feira. Por meio de sua assessoria, informou que pretende primeiro receber o comunicado oficial antes de se pronunciar.
Ontem, o hospital voltou a afirmar que os cortes feitos nos setores de cirurgias eletivas e ortopedia serão mantidos por tempo indeterminado. Também ressaltou que os materiais existentes em estoque devem durar apenas até a próxima segunda-feira, dia 18. A partir desta data, novos cortes e até a suspensão dos atendimentos de urgência e emergência não estão descartados.
Na semana passada, o diretor administrativo do hospital, Marcos Haber, chegou a comparar a Santa Casa a um carro sem combustível. “Infelizmente não vamos parar porque queremos, mas, sim, porque não temos mais insumos e medicamentos. Seremos como um carro sem gasolina.”
A Santa Casa diz que, sem a ajuda do governo estadual, acumulou nestes dois primeiros meses R$ 5 milhões em dividas com fornecedores que não aceitam mais negociar com o hospital. “Se nada for feito, vamos fechar as portas”, disse Haber.
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