Pastor alega ‘perseguição religiosa’


| Tempo de leitura: 2 min
O pastor-deputado Marco Feliciano canta com fiéis
O pastor-deputado Marco Feliciano canta com fiéis

Ainda na noite de domingo, 10, após a manifestação em Franca, o pastor e deputado federal Marco Feliciano, do PSC (Partido Social Cristão), publicou em seu site nota “repúdio ao ato de violência”. Nela, informa que suspendeu a publicação das agendas para evitar protestos nas cidades onde estiver.

No texto, o pastor afirma que o manifesto em Franca foi realizado por “ativistas gays”, mas os manifestantes o desmentem. “Sou branco, homem, não sou gay e estou aqui no protesto porque entendo que deve haver respeito aos Direitos Humanos e ao das Minorias”, disse o universitário Luís Stival. Eles também negam violência. “O único ato de violência que teve até o momento foi o dele [deputado], que, como homem público, utilizou a sua influência de representante do povo para agredir setores que já sofrem todos os dias em nossa sociedade”, disse o professor Alex Dutra.

Feliciano não concedeu entrevistas à imprensa no domingo. Preferiu usar a internet para dar declarações sobre os protestos. Ontem, o Comércio tentou entrevistá-lo novamente, mas não foi atendido. Apenas seu assessor de comunicação, Welington de Oliveira, falou. O jornalista reafirmou que, para o pastor, os protestos contra ele presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara são por perseguição religiosa contra os evangélicos. A assessoria informou que o pastor não vai renunciar a esse cargo “em hipótese alguma”.

Segundo Welington, o pastor nega ser racista e homofóbico. O assessor alega que a afirmação na internet (no microblog Twitter) de que os africanos são descendentes de “um ancestral amaldiçoado por Noé” foi uma citação baseada na Bíblia que ele fez em um estudo mais amplo que estava ministrando na internet e a frase foi vista de “forma isolada”, e ele acabou sendo interpretado de “forma errada”.

Quanto à acusação de homofobia (por ter escrito no Twitter que a “podridão dos sentimentos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição”), Welington disse que o pastor é sim contra relações homoafetivas, seguindo a Bíblia e a Constituição Federal, que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas não é homofóbico. O assessor disse que a acusação de homofobia é reação ao fato de ser evangélico.

Além da publicação dessas frases no Twitter, um vídeo com declarações de Feliciano veiculado na internet também causou polêmica. Nele o pastor repreende um fiel por não ter fornecido a senha do cartão do banco que havia doado à igreja. “(...) doou o cartão, mas não doou a senha. Depois vai pedir o milagre para Deus e Deus não vai dar. E vai falar que Deus é ruim”, diz ele.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários