Shows de peso, brinquedos para as crianças, brindes e um tempo bom atraíram um grande número de pessoas ao Centro de Lazer e Recreação Marumbé, em Patrocínio Paulista, que comemorou seus 128 anos no último fim de semana. No sábado, a atração principal foi o cantor sertanejo Sérgio Reis. Já o Difusora Show, oferecido pela Rádio Difusora, do grupo GCN, animou os presentes durante todo o domingo.
No domingo, o evento teve início às 14 horas com apresentações de ginastas, balé contemporâneo e dança indiana. A música ao vivo começou em seguida, com bandas locais levando muita gente à frente do palco para dançar. Logo após, Di Marcio & Mauricio, Guilherme & Rafael, Denner Fernandes & Willian, Pedro Paulo & Paulo Vitor, Ruan & Rafael, Mauri Santi & Juliano, Zick & Mateus, Kaio Delú, Rico & Roney e Trio Maresias deram, respectivamente, continuidade à festa, que se estendeu até por volta das 22 horas.
Vários ouvintes da rádio prestigiaram as atrações. “Eu sou fã número um da Difusora. Ligo na rádio de segunda a sábado às 5 horas da manhã. Vim aqui para encontrar os locutores”, disse o pedreiro Elias de Oliveira, 27. “Conheço todos os locutores da Difusora. Hoje vim aqui pra ver os shows; adorei o do Di Marcio & Mauricio, eles são ótimos”, afirmou o estudante Diego de Lima Ribeiro, 16.
O Difusora Show contou com a apresentação do radialista Élcio Fernandes, que fez muitas brincadeiras com os presentes e distribuiu brindes como squeezes, CDs do Padre Marcelo Rossi, o livro 100 Anos de Paixão (do editor do GCN, Sérgio Marques), GPS e câmera digital. Uma das agraciadas foi a professora Maria Edna de Figueiredo, 76, que ganhou um CD do Padre. Interessada, ela não quis perder nenhum show, colocando sua cadeira bem próxima do palco. “Estou adorando a festa e o brinde, porque gosto do Padre Marcelo. Quero ver todos os shows e voltar no ano que vem.” Já o envasador Cláudio Nascimento, 20, foi chamado ao palco para se declarar à namorada, Ana Laura, em uma das várias dinâmicas do dia. “Adorei ter tido essa oportunidade, porque a amo.”
Mas não foram só os espectadores que aprovaram a experiência. Os integrantes dos conjuntos do domingo ficaram satisfeitos com a resposta do público, que lotou o Marumbé. A oportunidade, no entanto, era especial para Rico & Roney, naturais de Patrocínio Paulista. “É uma sensação maravilhosa ver tanta gente aqui em Patrocínio, um lugar de tantas recordações. Viemos encontrar as nossas raízes”, afirmou Roney.
Para a diretora de Cultura e Lazer de Patrocínio Paulista, Luciana Martinelli, as expectativas foram atingidas. “Alcançamos o nosso objetivo de trazer a família patrocinense para o Centro. Eu estou muito satisfeita. Não houve contratempo e as pessoas se divertiram.”
TRANQUILO
Não houve contratempos graves no Difusora Show. A Polícia Militar, auxiliada por uma equipe de segurança, não registrou nenhuma ocorrência durante o evento. Apenas a equipe de socorro foi acionada, mas por motivos brandos. “Nós atendemos um caso de corte superficial e um de desmaio, mas os dois envolvidos passam bem. Fora isso, não registramos nada grave”, afirmou Yara Santos, enfermeira da Santa Casa que estava no local para atender qualquer ocorrência médica com o apoio de duas ambulâncias disponíveis no local.
MULTIDÃO CONFERE SHOW DE SÉRGIO REIS NO SÁBADO
Apesar do grande número de pessoas presente no domingo, o show que abarrotou o Centro de Lazer e Recreação Marumbé foi o de Sérgio Reis. Transbordando bom humor, ele promoveu, antes de cantar O Menino da Porteira, uma competição com dois espectadores para ver quem conseguia soprar o berrante por mais tempo. Segurando o fôlego por 40 segundos, o sertanejo ganhou a disputa com folga. As músicas alegres deram o tom do show, que ficou sério apenas em dois momentos: quando Sérgio dedicou o espetáculo a Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr. que foi encontrado morto na última semana; e quando cantou Filho Adotivo, pedindo ao público para cuidar dos pais idosos.
Pouco antes de subir ao palco, Sérgio Reis falou ao Comércio e se mostrou animado com o show. “Estou contente, a cidade está em festa. Estou muito orgulhoso por ser chamado para fazer parte desse aniversário. São 128 anos, e eu ainda chego lá. Tomara (risos).” A satisfação de Sérgio contagiou a todos através de canções tradicionais de seu repertório como Filho Adotivo, Chico Mineiro, O Menino da Porteira, entre tantas outras. “Tenho muitos anos de carreira, então tenho uma lista (de músicas) para trabalhar. Mas também tenho novidades, como Casei porque Bebi.”
Comércio da Franca - Quais são os seus próximos projetos?
Sérgio Reis - Neste mês, está saindo um CD que ainda não tem nem nome. O único convidado do disco é o Moacir Franco, em Questão de Tempo, uma guarânia linda. O disco é bem pra cima. Tem a faixa Casei porque Bebi, que fala de um cara que bebe e a sua mulher põe a mala dele pra fora de casa. Ela é muito feia, e, quando o homem bebe, ele vê a Luiza Brunet, a Brigitte Bardot. Se ele não beber, a coisa fica feia. Tem mais um projeto que eu estou fazendo, de samba, no Rio de Janeiro, com seresta regional. E ainda vai ter o volume 2 do Sérgio Reis e Renato Teixeira Amizade Sincera.
Comércio - O senhor está com 72 anos, e, no começo da entrevista, se disse “véio”. Como está o seu pique como artista?
Sérgio Reis - O pique é o mesmo, não pode abandonar (a carreira). O último exemplo foi o Chorão, que perdeu a vida com quarenta e poucos anos e deixou uma legião de fãs. Isso é muito triste, é um abandono. Teve um monte de artistas que se drogaram e morreram. Elvis, Antônio Carlos, Elis Regina -que foi a nossa maior cantora-, Whitney Houston. O artista não pode pensar nele; tem que pensar no público que conquistou. Para que toda essa gente talentosa foi fazer isso? Eles abandonaram o próprio público, e eu não quero isso.
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