Ladrões se fingem de carteiros e lixeiros para assaltar residências


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No Jardim Lima, policial civil reage e acerta assaltante. PM mostra cápsula e garrafa plástica atingida pelo assaltante ontem
No Jardim Lima, policial civil reage e acerta assaltante. PM mostra cápsula e garrafa plástica atingida pelo assaltante ontem

A violência urbana está cada dia mais evidente em Franca. A tática dos bandidos agora é passar por prestadores de serviços públicos. Dois casos quase acabaram em tragédia nas últimas horas, pois os criminosos usaram armas de fogo calibre 38.

E não foram os únicos registrados pela polícia. No bairro Santa Mônica, ontem de manhã, um projétil por pouco não acertou uma dona de casa. Durante a madrugada, outro bandido tentou roubar uma residência no Jardim Lima, mas acabou alvejado por um investigador de polícia. 

Mas a história vivida por uma família de classe média, residente há 24 anos no bairro Nova Franca, foi o ápice da violência registrada pela Polícias Civil e Militar. Eram 21 horas de quinta-feira quando a dona de casa de 57 anos e seu marido, um empresário do setor calçadista, de 59 anos, passaram por uma experiência traumática depois que quatro bandidos, armados com revólver e machadinha, pularam o muro de sua casa. Eles os amarraram, juntaram joias e R$ 1 mil em dinheiro, que estava guardado em um cofre. Toda a ação levou cerca de 30 minutos. “Foi terrível. Colocaram a gente na edícula e disseram que iam nos matar se não falássemos o segredo do cofre”, comentou a mulher que pediu para não ser identificada. Após conseguirem dinheiro e joias, os marginais fugiram e levaram dois automóveis sem deixar pistas. A família livrou-se das cordas, acionou a polícia, mas ninguem foi preso.

Pouco mais de doze horas depois, antes mesmo de estarem refeitos do susto, os moradores da casa foram novamente importunados por meliantes. Durante o almoço, o interfone tocou e a filha do casal, de 27 anos, foi atender. Segundo ela, um homem se identificou como carteiro e disse ter uma encomenda para entregar naquele endereço. Quando abriu o portão, a mulher se viu à mercê de três homens armados e com os rostos cobertos por capacetes. “Eu falei que já tinham roubado a gente na noite anterior, mas eles diziam que estávamos mentindo e perguntavam onde estava o cofre” comentou a jovem.

Ao perceber que seria assaltado pela segunda vez, o empresário deu a volta na casa e aproveitou-se de uma passagem nos fundos para sair e chamar a PM. Depois, com a ajuda de vizinhos, ele tocou a campainha e bateu no portão com o intuito de assustar os bandidos. A ideia deu certo. Eles desistiram do roubo e fugiram sem levar nada. Dois bandidos fugiram em uma motocicleta Titan prata. O último, também armado, fugiu a pé. Furioso, ele disparou várias vezes contra os vizinhos que atrapalharam o roubo. Felizmente, sem atingir nenhum.

SUSPEITO
Viaturas da Polícia Militar chegaram rapidamente ao local e colheram depoimento da família. Foi quando receberam denúncias anônimas de moradores do bairro que teriam visto um rapaz magro, suspeito de participar do crime, correr em direção a um lava a jato.

Os policiais o detiveram e o encaminharam ao 3ª Distrito Policial. Apesar de apresentar as mesmas características de um dos bandidos, o pespontador de 20 anos, não foi reconhecido pelas vítimas e acabou liberado.

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