Adeptos da rede


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No Brasil ainda é pequeno o número de internautas da terceira idade, mas os que existem frequentam as páginas das redes sociais, compartilhando suas experiências. Comunicam-se por e-mails e câmeras, assistem a vídeos e esportes, namoram, jogam, pesquisam, emitem opiniões e muito mais. O interesse está aumentando, pois os benefícios são muitos como estimular a memória, diminuir a exclusão, promover entretenimento, interação social, conhecimento e outros.

Marta, uma professora aposentada, saudável, ativa, com tempo livre, vive feliz com a família e faz parte deste grupo privilegiado, mas não deixa de refletir sobre o assunto. Para ela, apesar de a internet ser criticada pela quantidade quase ilimitada de informação, sem distinção de nível cultural, sua importância não pode ser ignorada. No entanto, o equilíbrio e o bom senso têm que ser observados, pois tudo em excesso não é bom. Desistir de outras atividades para passar horas e horas navegando é preocupante. Deixar as relações humanas serem suplantadas pelo apego à rede pode levar ao isolamento, impedindo de ver a riqueza que existe nelas. Nada substitui a pessoa humana na questão do relacionamento. A conversa, a troca de ideias, os comentários, as opiniões, inclusive as divergentes, a voz, o olhar, os gestos não se comparam com a tela fria do computador. As amizades da rede, às vezes, suprem as necessidades momentâneas, mas são inconsistentes e pode-se deletá-las a qualquer momento, sem deixar história. As verdadeiras são muito mais difíceis de serem desfeitas, duram até uma vida toda. A convivência com a família e com os amigos é insubstituível nas vidas humanas.

Assim pensa Marta e, como é uma adepta entusiasmada desta nova tecnologia e ama ficar on line várias horas por dia, gostou da conclusão a que chegou. E postou. “Ainda bem que posso conciliar estes dois interesses, já que o uso do computador tornou-se necessidade básica e já não vivo mais sem ele. Quanto às relações humanas, depende de nós, se queremos nos desumanizar ou se queremos investir no companheirismo, na sustentabilidade, na participação, no ser solidário... É possível que a máquina e o homem se equilibrem e se realimentem.”

Os adeptos da internet tenderão a aumentar e, também, as compras, viagens, cursos, os despretensiosos bate-papos e as infinitas novidades para clicar à vontade...

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