Todas as coisas continuam
como e onde sempre estiveram.
As pessoas ainda agem da maneira
que se espera que ajam.
Queremos muito corrigir nossos erros,
cuidamos de sarar nossas antigas feridas.
Buscamos de corpo e alma, com todas as forças,
fazer diferente tudo aquilo que antes estragamos.
Tudo por causa dessa música de fundo,
que ao mesmo tempo nos dá vida e
suscita um medo danado da morte.
É forçoso aplacar a ansiedade
diante da necessidade, inata e vital,
de amar intensamente.
Mesmo após tantos amores mutilados.
Afinal, é justamente a capacidade de amar,
mais do que o próprio raciocínio,
que nos humaniza de fato.
Estamos proibidos de desamar!
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