A suspensão do expediente no Fórum de Franca completará uma semana. As portas continuarão fechadas hoje por questões de segurança e o atendimento ao público só será restabelecido segunda-feira. Os prazos foram suspensos e os casos de urgência estão sendo atendidos em Patrocínio Paulista. O TJ (Tribunal de Justiça) reformou avaliação anterior e passou a classificar Franca como P1 (prioridade número um) para a construção de um novo Fórum. Enquanto a obra não começa, um imóvel está sendo avaliado por técnicos do Tribunal para receber temporariamente as instalações do Poder Judiciário. A meta é fazer a mudança até setembro para fugir das chuvas de fim de ano.
O transtorno, que completa cinco dias nesta sexta-feira, é resultado de uma forte pancada de chuva que caiu em Franca na noite de domingo. O piso térreo do prédio foi tomado pelas águas do córrego Cubatão, que transbordou. A fiação elétrica e dois elevadores foram danificados. Processos que estavam encaixotados também ficaram comprometidos. Em janeiro do ano passado, o Fórum também foi alagado.
Desta vez, os estragos foram maiores. Além da água nas caixas de energia elétrica e de rede, a lama também atingiu corredores e máquinas. Uma equipe da STI (Secretaria de Tecnologia e Informática) do TJ veio a Franca para checar e tentar recuperar o cabeamento e equipamentos. “Dez computadores foram avariados. Ainda não temos condições de reabrir o Fórum. Se tivéssemos reaberto antes, correríamos um grande risco de curto-circuito, o que poderia colocar em risco usuários e funcionários do Fórum”, disse a juíza Julieta Passeri, diretora local.
Com o fechamento do prédio, audiências deixaram de ser realizadas e a Promotoria ficou impedida de fazer o atendimento ao público. “As urgências estão sendo atendidas em Patrocínio Paulista pelo doutor Fernando Gajardoni. Os prazos foram suspensos, mas o fechamento do Fórum gerou prejuízos, não tem nem dúvidas.”
A diretora do Fórum encaminhou ao TJ uma proposta apresentada por um locador interessado em alugar seu imóvel para receber as instalações do Judiciário. Do documento, constam preço, promessa de melhorias e adaptação para as necessidades, laudos de vistoria e avaliação feitos por perito. “Infelizmente, não posso adiantar o local em que está situado o imóvel, porque o contrato ainda não foi assinado. Pela conversa que tive com assessores da presidência e com a equipe de engenharia, até setembro nós temos que nos mudar daqui. Eles não querem que corramos novamente o risco de uma enchente. A deste ano foi bem pior do que a de janeiro de 2012”, finalizou a juíza.
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